terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Marcio Fonseca entrevista o artista Hugo Bernabé

Conversando sobre Arte entrevista com o artista Hugo Bernabé



Hugo Bernabé é um jovem artista autodidata nascido em 1993. Carioca, morou em Niterói durante 20 anos e lá iniciou suas atividades artísticas através do grafitti e da arte urbana. Muito influenciado por grandes mestres expressionistas, atualmente tem se dedicado a experimentação através da gravura, pintura e desenho. Hugo é assistente de gravura no Ateliê  Gráfico Calouste – Centro de Artes Calouste Gulbenkian com o artista Roberto Tavares e também exerce monitoria de Desenho de modelo vivo nas aulas do artista Gianguido Bonfanti na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.  Realizou as seguintes exposições: “Fui e voltei” Galeria CEN – Niterói – RJ – 2013; “ Café com Fé e Arte “ - ACM Lapa – RJ -2015 ; BRD 34 exposição coletiva - Anjos Art Gallery , no Shopping Cassino Atlântico – 2016 ; Coletiva BRD 34 Búzios – RJ – 2016 ; Coletiva Salve São Jorge 23 – Fábrica de Espetáculos Rio 2017 ; “Ruídos Urbanos” - exposição individual - Centro Cultural Abrigo de Bondes- Niterói – RJ – 2017.


Quem é Hugo Bernbé? 
Hugo Bernabé é um jovem artista nascido em 1993. Carioca, morou em Niterói durante 20 anos e lá iniciou suas atividades artísticas através do grafitti e da arte urbana. Atualmente, reside com sua esposa na Tijuca, Rio de Janeiro. Muito influenciado por grandes mestres expressionistas, tem se dedicado a experimentação através da gravura, pintura e desenho. Cresceu em uma família que lhe proporcionou experiências cotidianas artísticas e culturais: música, literatura e artes plásticas, sua mãe, por exemplo, é professora e artista visual, ex-aluna da escola de Belas Artes (UFRJ) e formada em Literatura (UFF). Hugo desde sua infância estudou em escolas com uma educação voltada para estímulos a criatividade: experimentais e construtivistas.
Já trabalhou em diversas áreas, como: construção civil e vendas, sempre mantendo, paralelamente sua produção artística.  Atualmente, dedica-se integralmente a arte, além de seu trabalho autoral, trabalha com produções, montagem de exposições e presta assistência a outros artistas.

Como a Arte entrou em sua vida?
Desde criança tive grandes estímulos por parte de meus familiares, principalmente por parte de minha mãe, que sempre que podia me presenteava com livros de grandes mestres, acompanhados de materiais artísticos. Fui muito influenciado pela produção artística dela, observando sempre seus trabalhos na parede da casa que morávamos. Tive por muitas vezes a oportunidade de ver também pinturas do meu avô paterno, que morreu precocemente. Com 12 anos tive o meu primeiro contato com a arte urbana, produzia stencils e grafitava muros, o que mais tarde me levou a produção de painéis e telas. Desde então venho me dedicando a experimentação artística e ao desenvolvimento do meu trabalho.


Como foi sua formação artística?
Eu sou autodidata. Não tive uma formação acadêmica, porém, muitos artistas foram extremamente generosos comigo, me dando total apoio e me ensinando diversos princípios artísticos  e técnicas essenciais para o desenvolvimento de minha produção.

Que artistas influenciam seu pensamento?
No campo das Artes Visuais tenho como principais influências os trabalhos de Toulouse Lautrec, Modigliani, Goya, Francis Bacon, Anselm Kiefer, Frank Auerbach,  Daniel Richter,  Ivan Serpa e Iberê Camargo

Como você descreve seu trabalho?
O meu trabalho atualmente é figurativo. Retrato minha visão do mundo, e meus sentimentos diante dele. Através do desenho, da pintura e da gravura, trato das mais diversas dificuldades de adequação e desafios da experiência em sociedade. A arte é meu espaço de construção para uma convivência e comunicação verdadeira.

Qual foi a sua exposição mais importante?
Eu considero a participação na coletiva Salve São Jorge 23 ( 2017 ) uma das maiores experiências que tive. Foi de grande importância para mim, pela troca de conhecimentos e a experiência do convívio  com outros artistas durante a montagem  e no decorrer da realização do evento. 

Também no ano passado recebi o convite e tive minha primeira exposição individual em um espaço público cultural. Minha exposição “Ruídos Urbanos” no Centro Cultural Abrigo de Bondes em Niterói, foi de grande importância para mim.


É possível viver de arte no Brasil?
Sim, sem dúvida. É o que eu faço.

O material nacional para pintura já tem qualidade suficiente?
 Em minhas pesquisas e em meu processo de experimentação não tenho o costume de usar material artístico convencional. Porém  tanto os materiais nacionais  como os importados funcionam  perfeitamente bem para mim quando necessário. Observo apenas uma dificuldade com a questão da pouca variedade dos materiais nacionais.


Algum projeto para nova exposição? Quais são seus planos para o futuro?
Venho preparando a algum tempo uma exposição para este ano de 2018, com umas série de pinturas e gravuras.
Eu estou em pleno desenvolvimento de minha produção artística e tenho como principal plano o aprendizado. O desenvolvimento de novas soluções e refinamento de meu trabalho.



Aula de modelo vivo, EAV Parque Lage
























Um comentário:

  1. Olá !! Que belos trabalhos!!!!
    Parabéns ao artista, talento!!!! já me tornei seguidor do seu blog!!!
    Criei um blog para divulgar as exposições que estão em exibição aqui na cidade de Joinville SC, e também para entrevistar nossos artistas, se você puder acompanhar nosso blog https://artesvisuaisexposicoesemjoinvillesc.blogspot.com.br/
    Artes Visuais Exposições em Joinville,
    Meu nome é Luciano Santos Itaqui, sou acadêmico do Curso de Artes Visuais, e também aluno da Escola de Artes Fritz Alt nos cursos de História da Arte e Cerâmica!!
    Abraços de SANTA CATARINA

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