quarta-feira, 10 de julho de 2013

Marcio Fonseca entrevista Antonio Bokel







Quem é Antonio Bokel?
Sou carioca nascido em 78 no Rio de Janeiro, formado em desenho Industrial pela UNIVERCIDADE no Rio de Janeiro

Como foi sua formação artística?
Não tenho formação acadêmica em arte especificamente , fui aprendendo fazendo , experimentando, mas fiz alguns cursos e vivências no Brasil e no exterior

Que artistas influenciam seu pensamento?
Quando comecei , fui muito influenciado pela arte de rua , pela moda pelo design e Grafite, pelo universo pop, Rauchenberg , Warhol , Basquiat, depois por pintores expressionistas , como Tàpies , Cy Towbly mais tarde Joseph Beuys , " A revolução somos nós"

Como você descreve sua obra?
Procuro sempre fugir de rótulos e estar sempre me reinventando, mas minha arte tem muita referência ao Urbano , os muros pixados , os cartazes de rua , a publicidade , a poluição visual , o concreto, os signos de uma cidade grande contemporânea, busco muito símbolos mitógicos ancestrais , entidades espirituais , Um "Primitivismo Urbano", com pitadas de pintura expressionista,


O que é ser um pintor no século XXI?
No meu caso , vejo a pintura , uma forma pura de se expressar , que se adapta a qualquer época, hoje, a pintura reflete uma sociedade fast food, que quer tudo instantâneo , sem paciência , a poluição visual , a falta da natureza , os traços fortes e rápidos , dizer muito em pouco tempo , captar muitas informações , reciclar , e jogar de volta, tentar chegar no mais profundo de minha alma para expressar o mundo superficial a minha volta.

É possível viver de arte no Brasil?
Respondo afirmando que é impossível viver sem arte no Brasil

O que é necessário para um jovem artista ser representado por uma galeria?
Estar no circuito ter um trabalho que se encaixe na linguagem " arte contemporânea" agradar a curadores , e vender bem.

Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
As relações humanas , a existência como uma passagem , minha pegada no planeta, a busca espiritual , o auto-conhecimento , a evolução dos seres, o equilíbrio entre céu e terra , corpo e espírito, a vida , a luz , a iluminação.


Como foi a experiência no Espaço Atemporal?
O Atemporal é uma troca um convívio , um exemplo de movimento , que pode surgir dos próprios artistas ,uma união, com pouco se fazer muito, isso ainda esta sendo , é um projeto que quero tocar, porque acho importantíssimo essa independência, meu caminho como artista sempre foi trilhado dessa maneira , não gosto de esperar que façam por min , gosto de meter as caras e fazer acontecer , mesmo que me digam que é impossível, A força esta com o artista , só temos que canalizar para o lado certo.além disso o local onde é feito é muito especial. com uma comunidade que fica muito feliz em ver arte de uma forma tão acessível.





Você fez uma exposição no CC Helio Oiticica, qual a inportância para sua carreira?
Fiz duas, uma coletiva e uma individual, considero que foi um divisor de águas , porque pude comunicar com outro tipo de público , além de ganhar o estatus de uma instituição do governo, até então só tinha feito exposições , independentes , trabalhei com a curadora Vanda Klabin que abriu portas para um novo público conhecer minha arte.
Você tem uma rotina de trabalho?
Tento ter , tento ir ao ateliê todos os dias no horario comercial , gosto da idéia da arte como um ofício , como outro qualquer...

O que você pensa sobre os Salões de Arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
Acho que deveriam olhar mais para arte e menos para o projeto, porque me parece que para um projeto ser selecionado é preciso saber uma linguagem específica , e muitos artistas , não tem talento para isso....Mas não tenho muita experiência nesse assunto, acho que o artista não pode depender disso, tem que criar meios de expor seu trabalho independente dos salões , acho que nesse caso a arte de rua cai muito bem....liberta esse povo da burocracia, tem artista que é mais de fazer do que de projetar..,..

Quais são seus planos para o futuro?
Viver o presente!





















Mitos Xilogravura.














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