quarta-feira, 26 de junho de 2013

Marcio Fonseca entrevista Carolina Martinez






Quem é Carolina Martinez?
Nasci no Rio de Janeiro, aonde vivo e trabalho. Minha família por parte de pai vem da Catalunya, Espanha e por parte de mãe do Espírito Santo, Brasil.
Sou Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC Rio. Durante a faculdade, passei um período na Espanha aonde tive a oportunidade de morar, trabalhar e estudar em Valladolid, Madrid e Barcelona. Frequentei diversos cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, entre eles ‘Questões Fundamentais da Pintura’ e ‘Módulo Avançado de Pintura’. Dentre as exposições que realizei destaco Às Avessas (Galeria Laura Marsiaj, Anexo, Rio de Janeiro, 2013), Somatório Singular (Galeria Murilo Castro, Belo Horizonte, 2012), Programa de Exposições (Museu de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, 2012) e 35° Salão de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto, 2010).

Quando você começou a se interessar pela arte?
Graças aos meus pais tive a oportunidade de viajar desde pequena, e nas nestas viagens sempre visitávamos exposições de arte e museus. Mesmo sendo criança, acredito que deste costume tenha surgido meu interesse pelo assunto.

Qual foi sua formação artística?
Minha formação artística esta em constante processo. Frequento cursos livres da Escola de Artes Visuais do Parque Lage desde o ano 2000, e me graduei em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-Rio. Durante minha formação tive a oportunidade de conhecer pessoas e professores muito especiais que até hoje acompanham meu trabalho.
Que artista influenciaram seu pensamento?
São muitos. Não sei se é possível haver uma ordem de importância, pois cada um teve seu momento. Mas entre eles estão: Carl Andre, Antoni Tapiès, Cildo Meireles, Lygia Clark, Helio Oiticica, Edward Hopper, Gerhard Richter, David Hockney,...

Como você descreve seu trabalho?
Minha produção é voltada para questionamentos sobre o espaço construído. Seja através da pintura, da fotografia ou de projetos de instalação, tento constantemente apresentar um corpo de trabalho integrado que estabeleça associações em busca de aspectos (e perspetivas) invisíveis dos espaços urbanos, da arquitetura e da rotina contemporânea. Em 2011 iniciei uma pesquisa através do uso de materiais pertencentes ao espaço arquitetônico, a partir daí fiz uma série de pinturas sobre madeiras. Todas elas são apresentadas como objeto e não como tela a ser pendurada na parede, por conta disso, elaborei suportes para que os trabalhos maiores ficassem apoiados na parede. Também tenho projetos site specific e de instalação questionando a visão do espaço construído e propondo novos olhares.

O que é necessário para um jovem artista ser representado por uma galeria?
Acho que não existe uma fórmula, mas certamente persistir na produção artística, acreditar no que se esta fazendo e investir muito tempo (e consequentemente dinheiro) são fundamentais.

É possível viver só de arte no Brasil?
Algumas pessoas conseguem, pode levar tempo, mas é possível.

O que você estuda? Como você se atualiza?
Atualmente integro o grupo do Projeto Pesquisa da EAV, orientado pela Gloria Ferreira e Luiz Ernesto de Moraes. Além destes encontros costumo visitar exposições, ler revistas, livros e sites de Arte e demais assuntos que dizem respeito a minha pesquisa.

Qual é a importância da seleção para os Novíssimos do IBEU?
A comissão de seleção do Novíssimos do IBEU é formada por profissionais que respeito muito.
Fico muito feliz deles terem me selecionado, mostra que acreditam na minha produção. Além disso, é o único “salão” da minha cidade e como jovem artista carioca vejo o Novíssimos como uma ótima oportunidade para mostrar um pouco da minha produção aos meus conterrâneos.

Qual sua opinião sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
Inscrever em salões um requer investimento alto, pois na maioria das vezes o artista tem que arcar com custos de inscrição, envio e retirada das obras, mas mesmo assim acho importante participar. Me inscrevi em alguns e passei para poucos, mas foram experiências muito positivas uma vez que os salões costumam reunir artistas de todo o país. Para mim foram oportunidades de colocar meu trabalho no mundo, conhecer artistas, críticos e curadores de outras cidades e estados do Brasil.

O que é necessário para se tornar um ícone em artes plásticas?
Não sei, não penso sobre isso. Mas qualquer profissional seja um médico, um engenheiro, ou um artista, precisa de muita dedicação para se tornar reconhecido no seu meio.

Quais são seus planos para o futuro próximo e distante?
Pretendo seguir com a minha produção artística, tenho alguns projetos em andamento. Este ano irei participar do Novíssimos em Julho e da ArtRio em Setembro, é possível que surjam novas oportunidades ainda para 2013, mas nada certo. Para 2014 já existem planos também.



De Algum Lugar, 2012. 40x40 cm. Tinta automotiva e folha de madeira sobre compensado.
Exposição Às Avessas 1, 2013. Galeria Laura Marsiaj Anexo, Rio de Janeiro



Exposição Ás Avessas 2, 2013. Galeria Laura Marsiaj Anexo, Rio de Janeiro.
Exposição Ás Avessas 3. 2013. Galeria Laura Marsiaj Anexo, Rio de Janeiro.
Sem título, 2011. 80x160 cm. Tinta automotiva e verniz sobre madeira.
Sem título, 2001. 80x80 cm. Tinta automotiva e verniz sobre madeira.

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