quarta-feira, 8 de maio de 2013

Marcio Fonseca entrevista Ao Leo





Quem é Ao Leo?
AoLeo nasceu em 1983 no Rio de Janeiro, filho de pais professores de Biologia, frequentou as faculdades de Direcao teatral na UFRJ e Artes Plásticas na UERJ, além de participar do programa Aprofundamento no Parque Lage. A assinatura AoLeo surge na conclusão da graduação em Artes, quando o artista elabora o trabalho Caminho Plural, conjuntos de acoes realizadas na cidade do Rio de Janeiro sobre o deslocamento e fluxo de habitantes da cidade. AoLeo é a busca por um estado de criação a deriva, onde o artista se permite a mudancas de trajetoria do seu processo artistico.


Como foi sua formacao artística?
Não fui uma daquelas crianças que se isolavam do mundo ao redor através de seus cadernos de desenho. Quando criança e adolescente não tinha a minima intencao de me tornar artista. Mas de alguma forma todas essas experiências vividas ao longo dos anos fazem parte da minha formação como indivíduo e consequentemente como artista. Antes de finalizar a graduação em Artes, frequentei os cursos de Comunicação Social e Direção teatral. A decisão em tornar-se artista surgiu em meados de 2006 quando minha atenção voltou-se para a Faculdade de Artes. De la para cá, alem de frequentar as faculdades, trabalhei como educador em museus, o que me permitiu uma relação diária com as exposicoes tanto do MAM-RJ quanto do CCBB-RJ e somado a isso estão as viagens feitas ao exterior onde pude visitar diversos museus. Acredito que a formação tanto do artista quanto do individuo é um processo continuo e constante.


Que artistas influenciaram seu pensamento?
Os principais nomes estrangeiros seriam Richard Long e Jan Dibbet, pela sua construcões de linhas na paisagem. E entre os brasileiros Flavio de Carvalho e Artur Barrio pela efemeridades de suas acoes.


Como você descreve sua obra?
Minha obra sempre se refere ao espaço e como o ocupamos. Minha obra, por muitas vezes se desdobra na fotografia. A fotografia para o meu trabalho é mais que um simples registro da ação, ela corrobora o pensamento sobre o espaço e como ocupa-lo.


É possível viver de arte no brasil?
Pergunta difícil, ainda estou tentando descobrir.


Como seus trabalhos de intervencão urbana são remunerados?
Até hoje realizei algumas intervencões urbanas, e em nenhum dos casos elas tiveram caráter definitivo, assim como as intervencões em paisagens naturais, elas duram pouco tempo. Quando realizo uma ação deste tipo não há inicialmente a intenção de ser remunerado por ela, mas ao mesmo tempo a obra tem como desdobramento a fotografia. E é através dos registros das intervencoes procuro inserir o trabalho no circuito artístico através de editais de exposicões, concursos de fotografia e mercado de arte.


O que é necessário para um jovem artista ser representado por uma galeria?
Espero não cair na resposta clichê. Acredito que o jovem artista precise dedicar-se muito ao seu trabalho e acreditar nele. Não deixar se abater pelas negatividades que se encontra. Vale a pena lembrar aqui de Ricardo Basbaum em Artista etc.. O artista hoje precisa desempenhar múltiplas atuacões, não basta produzir obras, é necessário que o mesmo faca a obra transitar pelo circuito artístico. De algum modo o artista precisa ver e ser visto.


Alem dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
A paisagem da cidade do Rio de Janeiro sempre foi estímulo para diversos artistas em diversas épocas. Para mim, não poderia ser diferente. A convivência entre o mar e a montanha traduziu-se em um imenso atelier a céu aberto. Quando estou por aqui, um dos maiores estímulos e a cidade e sua floresta. Outra coisa que muito me influencia são as viagens, descobrir novos lugares é descobrir novos mundos.


Você tem uma rotina de trabalho?
Minha rotina é muito flexível, e não procuro me prender a um cronograma. Em muitos casos, é o fluxo das ideias que conduzem a rotina e o ritmo de trabalho.



O que você pensa sobre os salões? Há algum modo de aprimora-los?
Conheço poucos artistas que procuram não participar de salões. A grande maioria se inscreve para conseguir dar visibilidade ao trabalho, embora a participacão em salões não seja a única maneira de tornar publico seu trabalho. Volto a falar da importância do artista criar novos canais de circulacão de sua producão. Duas coisas me incomodam nos salões: a falta de transparência dos critérios de selecão. (Vale a pena ressaltar o processo de seletivo da residência em Terrauna, onde os concorrentes participam da votacão através de um fórum na internet que permite que todos compartilhem seus projetos e ideias) e o apoio financeiro que 'e fornecido para o artista participar do salão. Em muitos casos o pro-labore, não cobre os para o artista participar da exposicão.



Quais são os seus planos para o futuro?
Usar a mente, o olho e o corpo para criar aquilo que ainda não existe. Traduzir as inquientacões em mais inquietacões. Desenrolar toda a linha do carretel.


Fragmentos Construções.



Exercícios de Reflexão.



Horizonte Oriente 2.


Obrigado Sr Mondrian I Tentativa 2

Obrigado Sr Mondrian III
Horizonte na Escuidão.
Elementos - àgua. Diptico
Atlas,

Nenhum comentário:

Postar um comentário