terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Marcio Fonseca entrevista André Andrade, RJ.






Quem é André Andrade?
Nasci em Nova Iguaçu, em 11 de junho de 1969, aos 4 anos mudei para o Rio de Janeiro, estudei em escola técnica federal , a Cefet e depois me formei em engenharia pela UERJ. Só fui estudar arte bem mais tarde no Parque Lage, onde estudei com Joao Magalhães, Frans Manata, Charles Watson, Gloria Ferreira e Luiz Ernesto, todos com participação na minha formação.

Como a Arte entou em sua vida?
A arte entrou desde cedo, sempre me interessei por dança, musica, cinema, artes plásticas, etc, a coisa começou a ficar séria quando comecei a pintar, foi paixão a primeira vista. Isso foi a uns 13 anos atrás, desde então não parei mais.
Como foi sua formação artística?
Até um certo momento fui autodidata, depois comecei a perceber que sozinho não iria muito longe, foi ai que procurei o Parque, fiz alguns cursos e depois de um ano me mudei para a Noruega, Lá tive um atelier em uma instituição multidisciplinar chamada USF VERFTET ( www.usf.no ), foi uma experiência incrível, ali percebi que era isso que eu queria para minha vida.
De volta ao Rio, voltei ao Parque e fiz diversos cursos, o ultimo foi o projeto de pesquisa A imagem em questão, que fui selecionado no inicio de 2012 o curso foi ministrado por Gloria Ferreira e Luiz Ernesto. Maravilhoso !!!


Que artista infuenciam seu pensamento?
Olho um pouco de tudo, Anish Kapoor , Gerhard Richter, Eric Fischl , mas hoje tenho olhado muito para as pinturas de Jenny Saville e Cacily Bronw.

Como você descreve seu trabalho?
Tenho usado processos randômicos para gerar minhas pinturas, uma interferência sofrida pela imagem na sua origem, seja ela uma interferência eletrônica ou natural, podendo ser causada ora por falhas na transferência de sinais de tv , ora por interferências causadas por um corpo hídrico por exemplo.
Me interessa ser deslocado por esses processos, habitar um mundo que eu não habitaria, ser jogado nesse abismo.

Qual é a sua opinião sobre o uso do fotoshop em arte?
Não vejo problema com o uso de qualquer tecnologia na arte, seja ela qual for. O problema é quando a tecnologia fala mais alto que o trabalho. Ai nós temos um problema.

A fotografia já é valorizada como arte em nosso meio?
Sim, Hoje temos um cenário aberto a qualquer mídia.

É possível viver de arte no Brasil?
Há artistas que vivem muito bem e a outros que passam muita dificuldade. Acho que o mercado como um todo está melhorando e a cada dia permitindo que um artista possa se sustentar como em qualquer outra profissão. Mas ainda temos que avançar muito.
O que você pensa sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
Não tenho grande conhecimento sobre esse tema, mas acho importante para a carreira dos artistas, pois dá uma visibilidade e atestado. Que grandes instituições se interessem cada vez mais por esse modelo. Uma pequena sugestão seria em relação ao envio do portifólio, acho muito mais prático e ecológico o envio digital e não impresso.

O que é necessário para um jovem artista ser representado por uma galeria?
Não pensar nela e sim no trabalho que está desenvolvendo. Isso é fundamental. Uma coisa não acontece antes da outra.

O que representou para você a exposição na Athena Galeria com curadoria de Wanda Klabin?
Foi muito bom para mim. Pude mostrar uma pesquisa que estava fazendo há dois anos, e ter ali um lugar para dividir isso com o publico.
Sem falar na parceria com a Vanda que foi fantástica. É um grande prazer trabalhar com ela.

Quais são seus planos para o futuro?
Novos projetos estão em andamento, além das exposições já agendadas este ano, Escola de Artes Visuais do Parque Lage, SP arte, MUV, Artrio.


Autoretrato.










Revista Dasartes de Aline Leal.


Nenhum comentário:

Postar um comentário