quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Marcio Fonseca entrevista Alexandre Monteiro




 

Conversando sobre Arte entrevistado Alexandre Monteiro






Quem é Alexandre Monteiro?
Sou arquiteto, graduado pela UFRJ em 1991 e, desde formado, sempre tive uma forte atuação em Arquitetura, com ênfase em Design de Interiores. Desenvolvo projetos e leciono nessa área, há 14 anos, na Universidade Candido Mendes, Rio de Janeiro.


Como a arte entrou em sua vida?
Trata-se de um assunto que me interessou desde a adolescência e com o qual pude ter mais proximidade ainda dentro da formação como arquiteto. Apesar da minha ligação sempre muito forte com o desenho, considero que meus primeiros trabalhos artísticos datam de 2002. Foi um momento muito rico em que fiz várias amizades com pessoas que freqüentavam os cursos do Parque Laje e os grupos de estudo do Prof. Charles Watson e com os quais pude debater e conhecer melhor as características que envolvem o fazer artístico.


Qual foi sua formação artística?
Bastante autodidata, além, obviamente, da base ampla da formação em Arquitetura


Que artistas influenciam seu pensamento?
Os artistas construtivos são referências sempre recorrentes, fruto talvez de meu olhar como arquiteto. Dentre eles, destaco a obra de Malevich, algo que direta ou indiretamente sempre retorna aos meus estudos. Também me interessam muito os artistas brasileiros ligados aos movimentos concreto e neoconcreto. Particularmente Amilcar de Castro e suas operações de corte e dobra, outra recorrência em minha produção tanto de objetos como de imagens.
Paralelamente, em outra abordagem, me interessam muito as produções que questionam e trabalham dentro das estratégias dos circuitos artísticos. Um percurso longo e amplo, de Duchamp a Nelson Leirner, apenas para citar dois nomes importantes para mim.

 
Além da própria arte o que serve de inspiração para realização de seu trabalho?
Dentre outras áreas do conhecimento, me interessam muito Geometria, Física, Matemática e Filosofia. De alguma forma estão constantemente presentes em minha produção.
Além disso gosto de trabalhar com o que me é próximo, com aquilo que encontro a mão e que faz parte da minha vida - meus livros, objetos, imagens pessoais, etc.


Como você descreve seu trabalho?
Eu o vejo com um trabalho que busca o diálogo - algo como uma conversa com todas as referências que foram importantes para minha formação – e também como uma construção, um paralelo a minha forma de pensar como arquiteto.


Você está no momento com uma individual no Solar de Botafogo, RJ, o que significa para sua carreira?
Para mim é uma exposição importante pois vem após um período razoavelmente longo de reflexão. Foi também algo que me surpreendeu pela naturalidade do processo, como uma conseqüência natural de um momento muito produtivo.


É possível viver de arte no Brasil?
Creio ser possível, mas não exatamente fácil. Apesar do mercado ter amadurecido bastante nos últimos anos ainda possui uma série limitações. Não é capaz de incorporar a imensa possibilidade de produção do campo artístico (algumas inclusive, muito relevantes, que questionam a própria noção de mercado). Programas de estímulo e produção, bolsas de pesquisa e aperfeiçoamento, etc. são ainda muito importantes.
Minha atuação como arquiteto, cuja produção não penso em interromper, e que também me estimula muito, me deixa numa posição privilegiada quanto a esse tema. No meu caso, felizmente, tenho a Arquitetura, o Design e a Arte como produções interdependentes, relacionadas, e não conflitantes.


Qual sua opinião sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
Para mim foram muito importantes. Participei de diversos salões nacionais e fui premiado em alguns deles. Isso me foi bastante estimulante num momento inicial e me possibilitou uma inserção maior dentro da área. Foram experiências muito especiais e enriquecedoras. A produção em Arte exige persistência. O estímulo é necessário nos diversos momentos dessa produção. Os Salões de Arte são uma possibilidade, mas não a única. Apesar de minhas experiências terem sido muito positivas, entendo que por vezes são também injustos pois selecionam e premiam uma parcela muito pequena da produção inscrita. Novos formatos devem ser constantemente propostos.


Quais são seus planos para o futuro?
Meu plano de trabalho é ambicioso: penso em continuar produzindo nas três áreas que me propus atuar – Arquitetura, Design e Arte. Isso é algo visto, muitas vezes, com certa desconfiança. Muitas pessoas esperam uma produção especializada, restrita, mas essa restrição é algo que me estimula menos. Acredito numa produção artística ampla, em diversos campos, e que enriqueçam uns aos outros.
Cíclope. Série Míticos.
Shiva. Série Míticos.
Fibronacci. Série Segredos.
Tam de 60. Série Segredos.

Amilcar 1





Amilcar 2.
Serrão b.

Suprematismo b.






Suprematismo c.


Alexandre Monteiro
Graduado em 1991 no curso de Arquitetura e Urbanismo pela UFRJ. A partir de 2002 inicia, paralelamente às atividades em Arquitetura e Docência, sua produção em Artes Visuais, com ênfase nas categorias de fotografia e objeto. Participa de diversas exposições coletivas e individuais, recebe premiações em Salões Nacionais de Arte e tem trabalhos adquiridos por coleções privadas e públicas.
1. Formação
1987 - 1991 Graduação em Arquitetura e Urbanismo / Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
2. Docência em Cursos de Curta Duração
2012 Arte Brasileira Hoje
UCAM – Universidade Candido Mendes. Rio de Janeiro. – 24h/aula
2011 Aspectos da Arte Moderna
UCAM – Universidade Candido Mendes. Rio de Janeiro. – 24h/aula
3. Premiações
2004 Prêmio Aquisitivo (2º prêmio) – XVI Salão de Artes Plásticas – Praia Grande – SP Prefeitura de Praia Grande / Secretaria de Esportes, Cultura e Turismo
2004 Premio Aquisitivo – Salão Nacional de Arte de Goiás – Governo de Goiás / AGEPEL / Fundação Jaime Câmara / Flamboyant Shopping Center
2003 Menção Honrosa – Encontro de Artes Plásticas de Atibaia – Prefeitura Municipal de Atibaia – SP
2003 Prêmio Aquisitivo – Arte Pará – Fundação Rômulo Maiorana
2003 Prêmio Secretaria Estado da Cultura – Mostra João Turin de Arte Tridimensional Governo do Estado do Paraná / Casa Andrade Muricy / Casa João Turin
2003 Prêmio Aquisitivo – SARP – Salão de Arte de Ribeirão Preto – Nacional-Contemporâneo Prefeitura de Ribeirão Preto / Secretaria Municipal da Cultura / MARP
4. Exposições Individuais
4.1. Centro Cultural Solar de Botafogo – Rio de Janeiro. 2012. “SELF”
4.2 Centro Cultural da Caixa - Rio de Janeiro. 2006. "Amilcares, Serrões e Paisagens Suprematistas".
4.3. Espaço Coluna Vermelha - Rio de Janeiro. 2006. "Bibliotecas e Labirintos".
4.4. Museu de Arte de Ribeirão Preto – São Paulo. 2004.
4.5. Museu Victor Meirelles – Florianópolis. 2004.
4.6. Casa João Turin – Curitiba. 2004.
4.7. Espaço Cultural Furnas – Rio de Janeiro. 2004. Exposição Individual
5. Exposições Coletivas
5.1. Galeria de Artes Antônio Sibasolly – Anápolis GO. 2005. "Visivel - Legivel"
5.2. FUNARTE – Rio de Janeiro. 2005. "Projéteis de Arte COntemporânea"
5.3. Espaço Cultural Sérgio Porto – São Paulo. 2005. "Fotografia Conceitual"
5.4. Salão Aberto – São Paulo. 2004.
5.5. XI Salão da Bahia – Salvador. 2004.
5.6. VII Bienal do Recôncavo – São Félix BA. 2004
5.7. Salão Bienal de Artes Plásticas – Santos SP. 2004
5.8. 23º Arte Pará – Belém. Fundação Rômulo Maiorana 2004
5.9. XIII Encontro de Artes Plásticas – Atibaia SP. 2004
5.10. 36º Salão de Arte Contemporânea – Piracicaba SP. 2004
5.11. Salão Nacional de Arte de Goiás. Goiânia. 3º Prêmio Flamboyant 2003.
5.12. 60º Salão Paranaense – Curitiba. 2003. Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
5.13. XII Encontro de Artes Plásticas – Atibaia SP. 2003
5.14. FIGURA 6 – Rio de Janeiro. 2003
5.15. 34º Salão de Arte Contemporânea – Piracicaba SP. 2002



Além

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