quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Marcio Fonseca entrevista Rogério Degaki

















Quem é Rogerio Degaki?
Nascido em São Paulo, no dia 05 de agosto de 1974. Vivo e trabalho em São Paulo.

Como a Arte entrou em sua vida?
Desde adolescente, gostava muito de desenhar, especialmente personagens de mangas e animes. A partir daí, a escolha das artes plásticas foi bastante natural.

Como foi sua formação artística?
Sou bacharel em artes visuais pela Fundação Álvares Armando Penteado – FAAP desde 2000. Em 2005 fiz residência na cité internationale des Arts, Paris, França.

Como você descreve sua obra?
Através de personagens tirados de um universo lúdico e diretamente influenciados pelo universo da cultura pop, busco tratar em meu trabalho de temas ligados à sexualidade e ao corpo, ora de forma explícita, ora de forma mais escamoteada. Eu me aproprio de elementos do universo infantil, como os action figures, bonecas e até mesmo estampas de roupas de crianças, para criar esculturas e pinturas relacionadas a temas adultos, criando uma dualidade entre o que o espectador vê “a primeira vista” e trabalho propriamente dito.

Que artistas influenciam seu pensamento?
As grandes influências no meu trabalho são os artistas Jeff Koons e Takashi Murakami, mas também me identifico muito com o trabalho do Yoshitomo Nara, Aya Takano e Felix Gonzalez-Torres.

É possível viver de Arte no Brasil?
O início é bastante complicado, porque você investe muito tempo e dinheiro (material de arte é bastante caro no Brasil) para criar peças para salões e prêmios. Com o tempo, teu trabalho passa a ser conhecido, as galerias entram no circuito e a produção do artista começa a ser vendida de forma mais frequente e estável. Eu vivo da minha arte, mas conheço muitos artistas que acabam dividindo a carreira com o magistério e outras atividades para reforçar o orçamento.

Quando você passou a dizer eu sou um artista?
Logo que graduei não podia me dedicar integralmente às artes. Ministrei aulas de artes plásticas em diversas escolas públicas e também trabalhei com meus pais e irmãos no comércio. Em determinado momento, percebi que eu precisava me dedicar integralmente às artes, para atingir os meus objetivos e atender a demanda das galerias que me representavam na época. Foi nesse momento que assumi a profissão de artista visual.

Você participa de uma exposição na Galeria Marcelo Guarnieri em Ribeirão Preto, qual é a importância para sua carreira?
Em primeiro lugar, tive a oportunidade de mostrar meu trabalho para um publico que nem sempre está disposto a viajar para frequentar o circuito de artes do eixo Rio - São Paulo. Por outro lado, busquei trazer ao meu trabalho novos elementos como esculturas e instalação suspensas, peças pintadas com tinta automotiva cromada, e uma escultura instalada sobre um espelho d’água, algo que nunca havia feito antes.

A Bienal de São Paulo será inaugurada no próximo mês, o que você espera dela? Ainda é um formato válido?
A Bienal sempre me surpreende positivamente. A edição deste ano está bastante interessante e merece ser visitada por vários dias (é impossível ver tudo de uma tacada só). O papel da mostra continua válido até hoje, de promover o intercâmbio cultural e divulgar a arte brasileira no exterior, aumentar o contato do público com a produção artística contemporânea, além de complementar os demais eventos de artes que acontecem em São Paulo, como as feiras e exposições em galerias.

Quais são seus planos futuros?
Para o próximo ano, estou com dois projetos institucionais com a minha série mockup, em que reproduzo alimentos do cotidiano de forma agigantada, brincando com o fenômeno da pareidolia. Além disso, estou trabalhando em um projeto de vídeo para minha próxima exposição individual e no livro que pretendo publicar entre 2013 e 2014.

O que faz nas horas livres?
Nas horas livres eu acabo buscando novas referências para o meu trabalho, geralmente em animes, mangas, jogos de videogame... Além disso, gosto bastante de passear pelo bairro da Liberdade, em São Paulo, e cantar karaokê (como bom descendente de japoneses).







Belvederi I









Belvedere II







Co_oP.










Blue Bird.








Fairy.








Feliz Murakami.







Blue Bird.








Duck Shot.








Hermes.

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