quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Marcio Fonseca entrevista Antonio Paulo D'Aquino Noronha












Fale algo sobre sua vida pessoal

Sou mineiro de Bocaina de Minas e na infância e adolescência morei em outras cidades como Itajubá, São Lourenço, Caxambu, Cruzília, Santos Dumont, Extrema, Belo Horizonte. Vivi também em São Paulo, La Paz, Genebra e Paliano(Itália), terra de meus avós maternos.

Meu pai era exator estadual e estava sempre mudando. Minha mãe, uma artista tanto das plásticas quanto da vida.

Vivo e trabalho há 25 anos em Florianópolis.

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Como foi sua formação artística?

Com 17 anos comecei a trabalhar em uma empresa de Silk Screen e daí tomei gosto pelas artes gráficas. Cursei Desenho de Arquitetura no INAP em Belo Horizonte e Design de Interiores em Santos. Trabalhei como past up na Folha de São Paulo e na década de 70 fazia diagramação e ilustração para várias publicações ditas alternativas. Das artes gráficas às telas fui estímulado por meu irmão Ige D'Aquino, artista já com sólida formação, de quem tornei-me aprendiz. Aquarela com o saudoso amigo Bonson. Minha curiosidade e vontade de aprender técnicas novas levaram-me a cursos livres e oficinas de Cerâmica, Litogravura, Fotografia, Gravura em Metal, Serigrafia.


Que artistas influenciam seu pensamento?

Ao longo da vida alguns tiveram sua importância para aquele momento.Por ordem cronológica: Ige, Mondrian, Pollock, Rothko, Cézanne, Braque, Dudi Maia Rosa e hoje estou envolvido com o pensamento de José Maria Dias da Cruz e tenho o privilégio de tê-lo aqui próximo, vivendo em Florianópolis.



Como você descreve sua obra?
É como minha vida. Vou transformando tudo o tempo todo.




Que exposição sua, você considera a mais importante?
A primeira. No Espaço Cultural da Infraero onde a insegurança foi vencida pelas animadoras críticas.




É possível viver de arte no Brasil?
Para uma pequena minoria.



Como você descreve o mercado de arte em Santa Catarina?
Santa Catarina ainda anda longe da arte contemporânea e próxima às tradições regionais.



Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
As questões sociais e ambientais.



Você tem uma rotina de trabalho?
Não.



O que você pensa sobre os Salões de Arte?
Foram importantes. Agora não acredito mais.



Qual sua opinião sobre as Bienais e Feiras de Arte?
Estas são importantes para a divulgação e vitrine do mundo artístico. Algumas com muitos problemas de gestão e outras com conflitos arte-mercado.


Quais são seus planos para o futuro?
Tenho muito problema com o Sr. Tempo. Futuro é algo que desconheço. Nunca faço planos para mais de dois dias.



O que você faz nas horas vagas?
Literalmente carrego pedras.














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