quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Marcio Fonseca entrevista Walmor Corrêa




Quem é Walmor Corrêa?
Artista plástico, natural de Florianópolis, vive e trabalha entre Florianópolis/SC e Porto Alegre/RS.


Como a Arte entrou em sua vida?
O meu primeiro contato com o universo da arte aconteceu na escola, durante as aulas de Biologia. Como tinha, de um lado, muito carinho e curiosidade pelos animais e, de outro, desenhava tudo o que via e estudava em sala de aula, um professor de Ciências me convidou a ajudá-lo nas aulas de laboratório. Foi também esse professor que me apresentou o trabalho de Leonardo da Vinci, fazendo-me perceber, pela primeira vez, o desenho como manifestação artística. No laboratório, eu acompanhava o processo de dissecação de animais para, na seqüência, desenhar-lhes a anatomia interna. Lembro-me bem do fascínio que aquele ambiente me suscitava e, se comecei falando dessa experiência, é porque me parece que foi ela, de forma embrionária, que alinhavou o meu futuro como artista.







Como foi sua formação artística?
Fiz meu primeiro vestibular aos 17 anos para Arquitetura, e foi neste curso que comecei a ter contato com professores-artistas, que ministravam as aulas de Desenho e de História da Arte. Depois, tive uma passagem pelo Atelier Livre de Porto Alegre, mantido pela Prefeitura; essa experiência também foi importante para a minha formação. Passei a frequentar este lugar, onde fiz vários cursos, sempre procurando um caminho mais pessoal. Eu e 3 amigos montamos um pequeno ateliê no qual trabalhávamos juntos. Foi aí que tudo começou.






Como você descreve sua obra?
Meu trabalho estabelece cruzamentos com as áreas da arte e da ciência, da fantasia e do conhecimento. Formalmente, ele se baseia tanto no desenho minucioso, que tem relação com a tradição dos desenhos taxonômicos, como no elemento de "estanhamento". Como um naturalista, cuja imaginação vai além do que a ciência pressupõe, “descubro”, por meio da minha pesquisa e trabalho, novos e fascinantes seres. E divido com o público tais “informações”, deixando-o decidir quanto à pretensa “veracidade” do que apresento. Ao expor essas singulares espécies ou ao dissecar seres do imaginário popular, esmiuçando suas existências, forneço, apenas aparentemente, “respostas”. Na verdade, são novas perguntas, orbitando em torno do possível e do impossível, do real e do imaginário, do científico e do provável... Tal como acontece na natureza, minhas criações não respondem, mas existem; e, nessa existência, provocam o questionamento aos que estão dispostos. No liame entre o meu microcosmo e a imaginação do espectador, a obra se recria continuamente, dando vida a um novo gabinete de curiosidades.Utilizo-me preponderantemente do desenho e da pintura. Mais recentemente, tenho feito trabalhos a partir de taxidermia e escultura.







Que artistas influenciam seu pensamento?
Eu diria que mais que artistas, me sinto influenciado por pensadores, pesquisadores, filósofos, poetas e cientistas, como Charles Darwin, Stephen Hawking, Freud...
Você participou das Bienais de São Paulo e do MercoSul, qual a importância para sua carreira?
A Bienal de São Paulo foi fundamental, sobretudo, porque divulgou o meu trabalho de uma forma que até então ele não tinha alcançado. Muitas pessoas passaram a conhecê-lo e esse momento foi, evidentemente, fundamental em minha trajetória. A Bienal do Mercosul foi igualmente importante, porque desenvolvi um trabalho que tinha relação com o Rio Grande do Sul. Eu "criei" livros e imagens para textos do naturalista alemão Hermann von Ihering, que estudou espécies de pássaros no Estado. Então, acho que foi um trabalho bem articulado para o evento.

É possível viver de Arte no Brasil?
Sim, é possível viver de arte, embora não seja fácil. E, para viver de arte no Brasil, o artista tem que ter muita disciplina e organização, principalmente porque não temos grandes incentivos do governo. Atualmente, estou em fase de transição de galerias. Saí das galerias que me representavam, todavia não decidi para qual vou.

Como você vê a arte contemporânea no Rio Grande do Sul?
A arte no RS sempre foi forte. Temos grandes artistas aqui; no entanto, havia uma carência
muito grande de instituições. Nos últimos anos, esse quadro tem mudado paulatinamente.
Temos não somente a Bienal do Mercosul, que deu nova visibilidade à cena local, como
instiuições como a Fundação Iberê Camargo, o Santander cultural, a Fundação Vera Chaves
Barcellos,MAC, que têm organizado importantes exposições e promovido atividades que
ajudam a oxigenar o cenário local.Além disso, há as iniciativas de  grupos de artistas, como o
Ateliê Subterrânea(precedido pelo Torreão, que não existe mais) que igualmente contribuem nisso.



Para o artista há diferença entre expor em Porto Alegre, Rio e São Paulo?
Fica difícil comparar porque o número de espaços expositivos em São Paulo e no Rio é muito maior, consequentemente a visitação também. Agora, acredito que exista alguma diferença, sim, pois evidentemente o campo artístico em São Paulo e no Rio de Janeiro tem um mercado muito mais amplo.

Que sugestão você daria a um jovem artista?
Leia muito, olhe tudo. Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor caminho. Tenho por hábito dizer que faço e sempre fiz o meu trabalho antes de tudo para mim, sem concessões...




Quais são seus planos futuros?
Tenho muitos, mas o principal é dar sequencia a alguns projetos que tenho desenvolvido nos últimos 6 anos, como por exemplo, o mapeamento cognitivo de algumas personalidades brasileiras que bastante me influenciaram, como Clarice Lispector, Villa-Lobos e Oswald de Andrade.

O que faz nas horas livres?
Sigo observando.




Ondina.





Biblioteca




Caixa de Música




Híbrido-Veado




Memento Mori




Spiderman




Você que faz Versos I





Você que Você Faz Versos II







































Como foi sua formação artística?
Fiz meu primeiro vestibular aos 17 anos para Arquitetura, e foi neste curso que comecei a ter contato com professores-artistas, que ministravam as aulas de Desenho e de História da Arte. Depois, tive uma passagem pelo Atelier Livre de Porto Alegre, mantido pela Prefeitura; essa experiência também foi importante para a minha formação. Passei a frequentar este lugar, onde fiz vários cursos, sempre procurando um caminho mais pessoal. Eu e 3 amigos montamos um pequeno ateliê no qual trabalhávamos juntos. Foi aí que tudo começou.






Como você descreve sua obra?
Meu trabalho estabelece cruzamentos com as áreas da arte e da ciência, da fantasia e do conhecimento. Formalmente, ele se baseia tanto no desenho minucioso, que tem relação com a tradição dos desenhos taxonômicos, como no elemento de "estanhamento". Como um naturalista, cuja imaginação vai além do que a ciência pressupõe, “descubro”, por meio da minha pesquisa e trabalho, novos e fascinantes seres. E divido com o público tais “informações”, deixando-o decidir quanto à pretensa “veracidade” do que apresento. Ao expor essas singulares espécies ou ao dissecar seres do imaginário popular, esmiuçando suas existências, forneço, apenas aparentemente, “respostas”. Na verdade, são novas perguntas, orbitando em torno do possível e do impossível, do real e do imaginário, do científico e do provável... Tal como acontece na natureza, minhas criações não respondem, mas existem; e, nessa existência, provocam o questionamento aos que estão dispostos. No liame entre o meu microcosmo e a imaginação do espectador, a obra se recria continuamente, dando vida a um novo gabinete de curiosidades.Utilizo-me preponderantemente do desenho e da pintura. Mais recentemente, tenho feito trabalhos a partir de taxidermia e escultura.







Que artistas influenciam seu pensamento?
Eu diria que mais que artistas, me sinto influenciado por pensadores, pesquisadores, filósofos, poetas e cientistas, como Charles Darwin, Stephen Hawking, Freud...
Você participou das Bienais de São Paulo e do MercoSul, qual a importância para sua carreira?
A Bienal de São Paulo foi fundamental, sobretudo, porque divulgou o meu trabalho de uma forma que até então ele não tinha alcançado. Muitas pessoas passaram a conhecê-lo e esse momento foi, evidentemente, fundamental em minha trajetória. A Bienal do Mercosul foi igualmente importante, porque desenvolvi um trabalho que tinha relação com o Rio Grande do Sul. Eu "criei" livros e imagens para textos do naturalista alemão Hermann von Ihering, que estudou espécies de pássaros no Estado. Então, acho que foi um trabalho bem articulado para o evento.

É possível viver de Arte no Brasil?
Sim, é possível viver de arte, embora não seja fácil. E, para viver de arte no Brasil, o artista tem que ter muita disciplina e organização, principalmente porque não temos grandes incentivos do governo. Atualmente, estou em fase de transição de galerias. Saí das galerias que me representavam, todavia não decidi para qual vou.

Como você vê a arte contemporânea no Rio Grande do Sul?
A arte no RS sempre foi forte. Temos grandes artistas aqui; no entanto, havia uma carência
muito grande de instituições. Nos últimos anos, esse quadro tem mudado paulatinamente.
Temos não somente a Bienal do Mercosul, que deu nova visibilidade à cena local, como
instiuições como a Fundação Iberê Camargo, o Santander cultural, a Fundação Vera Chaves
Barcellos,MAC, que têm organizado importantes exposições e promovido atividades que
ajudam a oxigenar o cenário local.Além disso, há as iniciativas de  grupos de artistas, como o
Ateliê Subterrânea(precedido pelo Torreão, que não existe mais) que igualmente contribuem nisso.



Para o artista há diferença entre expor em Porto Alegre, Rio e São Paulo?
Fica difícil comparar porque o número de espaços expositivos em São Paulo e no Rio é muito maior, consequentemente a visitação também. Agora, acredito que exista alguma diferença, sim, pois evidentemente o campo artístico em São Paulo e no Rio de Janeiro tem um mercado muito mais amplo.

Que sugestão você daria a um jovem artista?
Leia muito, olhe tudo. Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor caminho. Tenho por hábito dizer que faço e sempre fiz o meu trabalho antes de tudo para mim, sem concessões...




Quais são seus planos futuros?
Tenho muitos, mas o principal é dar sequencia a alguns projetos que tenho desenvolvido nos últimos 6 anos, como por exemplo, o mapeamento cognitivo de algumas personalidades brasileiras que bastante me influenciaram, como Clarice Lispector, Villa-Lobos e Oswald de Andrade.

O que faz nas horas livres?
Sigo observando.











 



 





 











 























































Quem é Walmor Corrêa?
Artista plástico, natural de Florianópolis, vive e trabalha entre Florianópolis/SC e Porto Alegre/RS.


Como a Arte entrou em sua vida?
O meu primeiro contato com o universo da arte aconteceu na escola, durante as aulas de Biologia. Como tinha, de um lado, muito carinho e curiosidade pelos animais e, de outro, desenhava tudo o que via e estudava em sala de aula, um professor de Ciências me convidou a ajudá-lo nas aulas de laboratório. Foi também esse professor que me apresentou o trabalho de Leonardo da Vinci, fazendo-me perceber, pela primeira vez, o desenho como manifestação artística. No laboratório, eu acompanhava o processo de dissecação de animais para, na seqüência, desenhar-lhes a anatomia interna. Lembro-me bem do fascínio que aquele ambiente me suscitava e, se comecei falando dessa experiência, é porque me parece que foi ela, de forma embrionária, que alinhavou o meu futuro como artista.







Como foi sua formação artística?
Fiz meu primeiro vestibular aos 17 anos para Arquitetura, e foi neste curso que comecei a ter contato com professores-artistas, que ministravam as aulas de Desenho e de História da Arte. Depois, tive uma passagem pelo Atelier Livre de Porto Alegre, mantido pela Prefeitura; essa experiência também foi importante para a minha formação. Passei a frequentar este lugar, onde fiz vários cursos, sempre procurando um caminho mais pessoal. Eu e 3 amigos montamos um pequeno ateliê no qual trabalhávamos juntos. Foi aí que tudo começou.






Como você descreve sua obra?
Meu trabalho estabelece cruzamentos com as áreas da arte e da ciência, da fantasia e do conhecimento. Formalmente, ele se baseia tanto no desenho minucioso, que tem relação com a tradição dos desenhos taxonômicos, como no elemento de "estanhamento". Como um naturalista, cuja imaginação vai além do que a ciência pressupõe, “descubro”, por meio da minha pesquisa e trabalho, novos e fascinantes seres. E divido com o público tais “informações”, deixando-o decidir quanto à pretensa “veracidade” do que apresento. Ao expor essas singulares espécies ou ao dissecar seres do imaginário popular, esmiuçando suas existências, forneço, apenas aparentemente, “respostas”. Na verdade, são novas perguntas, orbitando em torno do possível e do impossível, do real e do imaginário, do científico e do provável... Tal como acontece na natureza, minhas criações não respondem, mas existem; e, nessa existência, provocam o questionamento aos que estão dispostos. No liame entre o meu microcosmo e a imaginação do espectador, a obra se recria continuamente, dando vida a um novo gabinete de curiosidades.Utilizo-me preponderantemente do desenho e da pintura. Mais recentemente, tenho feito trabalhos a partir de taxidermia e escultura.







Que artistas influenciam seu pensamento?
Eu diria que mais que artistas, me sinto influenciado por pensadores, pesquisadores, filósofos, poetas e cientistas, como Charles Darwin, Stephen Hawking, Freud...
Você participou das Bienais de São Paulo e do MercoSul, qual a importância para sua carreira?
A Bienal de São Paulo foi fundamental, sobretudo, porque divulgou o meu trabalho de uma forma que até então ele não tinha alcançado. Muitas pessoas passaram a conhecê-lo e esse momento foi, evidentemente, fundamental em minha trajetória. A Bienal do Mercosul foi igualmente importante, porque desenvolvi um trabalho que tinha relação com o Rio Grande do Sul. Eu "criei" livros e imagens para textos do naturalista alemão Hermann von Ihering, que estudou espécies de pássaros no Estado. Então, acho que foi um trabalho bem articulado para o evento.

É possível viver de Arte no Brasil?
Sim, é possível viver de arte, embora não seja fácil. E, para viver de arte no Brasil, o artista tem que ter muita disciplina e organização, principalmente porque não temos grandes incentivos do governo. Atualmente, estou em fase de transição de galerias. Saí das galerias que me representavam, todavia não decidi para qual vou.

Como você vê a arte contemporânea no Rio Grande do Sul?
A arte no RS sempre foi forte. Temos grandes artistas aqui; no entanto, havia uma carência
muito grande de instituições. Nos últimos anos, esse quadro tem mudado paulatinamente.
Temos não somente a Bienal do Mercosul, que deu nova visibilidade à cena local, como
instiuições como a Fundação Iberê Camargo, o Santander cultural, a Fundação Vera Chaves
Barcellos,MAC, que têm organizado importantes exposições e promovido atividades que
ajudam a oxigenar o cenário local.Além disso, há as iniciativas de  grupos de artistas, como o
Ateliê Subterrânea(precedido pelo Torreão, que não existe mais) que igualmente contribuem nisso.



Para o artista há diferença entre expor em Porto Alegre, Rio e São Paulo?
Fica difícil comparar porque o número de espaços expositivos em São Paulo e no Rio é muito maior, consequentemente a visitação também. Agora, acredito que exista alguma diferença, sim, pois evidentemente o campo artístico em São Paulo e no Rio de Janeiro tem um mercado muito mais amplo.

Que sugestão você daria a um jovem artista?
Leia muito, olhe tudo. Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor caminho. Tenho por hábito dizer que faço e sempre fiz o meu trabalho antes de tudo para mim, sem concessões...




Quais são seus planos futuros?
Tenho muitos, mas o principal é dar sequencia a alguns projetos que tenho desenvolvido nos últimos 6 anos, como por exemplo, o mapeamento cognitivo de algumas personalidades brasileiras que bastante me influenciaram, como Clarice Lispector, Villa-Lobos e Oswald de Andrade.

O que faz nas horas livres?
Sigo observando.




Ondina.





Biblioteca




Caixa de Música




Híbrido-Veado




Memento Mori




Spiderman




Você que faz Versos I





Você que Você Faz Versos II













































































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