domingo, 15 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Yara Pina


Yara Pina

Iara jovem artista de Goiânia, foi selecionada e participou da expsição Abre Alas da Gentil Carioca. Seu meio de expressão é o desenho explorado ao limite máximo. Obrigado Iara.



Yara, fale sobre sua vida pessoal
Nasci em 1979 em Goiânia, cidade onde vivo e trabalho. Minha família é de Pirenópolis, Goiás. Antes de fazer Faculdade de Artes Visuais me formei em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Goiás. Atualmente, sou bibliotecária no Museu de Arte de Goiânia.

Quando e como a arte entrou em sua vida?
Minhas primeiras experimentações ocorreram com o desenho durante a Faculdade de Artes. Até hoje, o desenho é a principal referência para meus trabalhos.

Qual foi sua formação artística?
Em 2007, concluí a Especialização em Arte Contemporânea, e em 2009, a Faculdade de Artes Visuais, habilitação em artes plásticas, ambas pela Universidade Federal de Goiás.

Que artistas influenciam seu pensamento?
Artur Barrio, Helena Almeida (Portugal), Allan Kaprow, Lucio Fontana, Joseph Beuys, Georges Seurat, Marina Abramovic, Richard Serra.

Como você descreve sua obra?
Meus trabalhos são feitos com materiais do desenho: carvão e papel, explorando ações ordinárias do cotidiano. Gosto também de escavar a história da arte e trabalhar com violações, precariedade e efemeridade que envolvem as ações e os objetos .

O que a influencia além dos estudos sobre arte?
Ações ordinárias do cotidiano, biblioclastia, história do livro, filosofia, antropologia e arqueologia.

A vida de um artista é difícil num centro maior, como é em Goiânia?
Estou vivenciando isso agora, acho que cada local apresenta suas dificuldades.... seja por sua localização, estar fora dos grandes eixos, seu isolamento, ou até mesmo pela saturação e concorrência que acontecem nos grandes eixos.

A obra em papel é pouco valorizada em relação à pintura ou escultura?
Como trabalho artístico não, mas talvez para o mercado sim....

Além do desenho você realiza performances, como o artista é remunerado?
Meus trabalhos são feitos de materiais precários, papel amassado, rasgado, poeira... às vezes o que resta é só o registro do trabalho. Em quase sua totalidade, eles não são montados, são sempre "executados" no espaço expositivo, dependem da minha presença. Acho que é mais complicado ser remunerada quando se trabalha com precariedade e efemeridade.

Você foi selecionada e participa da exposição Abre Alas da Gentil Carioca no Rio de Janeiro, como é a experiência?
O Abre Alas foi minha primeira exposição fora de Goiás. É uma oportunidade do trabalho ser conhecido, se tornar visível, trocar experiências e dialogar com outros trabalhos. O Abre Alas selecionou os trabalhos através dos portfólios, e isso me deixou muito a vontade.

O que pensa sobre os Salões de Arte? Alguma sugestão para aperfeiçoá-los?
Acredito que alguns salões são muito reducionistas... Por outro lado, tenho visto alguns salões com editais diferenciados, como o Salão de Abril, Arte Pará, dentre outros. Isso me deixa mais a vontade para inscrever os trabalhos. Acho que alguns Salões precisam rever seus editais e formatos, e saber que quando se trata de um Salão de Arte Contemporânea, estão trabalhando com arte pluralista, contaminada, linguagens difusas.

Quais são seus sonhos futuros?
Estou vivenciando a experiência de expor em outros estados, recentemente fui selecionada para o Salão de Abril.... Estou feliz com esses resultados. Meu foco agora é bem no presente.

O que você faz nas horas livres?
Leio, escrevo e desenho.




Sem título, 2011.




Sem título, 2011.




Sem título, 2011.




Sem título, 2011.




Sem título, 2011.



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Yara Pina
(62) 8432 6766



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