sexta-feira, 20 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Rodrigo Torres




Rodrigo Torres

Rodrigo e Fernanda


Oi Márcio,

anexei a entrevista e as imagens.

foi divertido, obrigado

abraço,

Rodrigo

Conheci Rodrigo há alguns anos. Muito jovem, com cara de menino, agregou-se a um grupo de estudos comandado por Mara Martins. Calado, retraído, tímido mesmo, mas sempre muito presente. Ao apresentar seus primeiros trabalhos, compostos de desenhos e objetos, foi possível perceber seu talento sua inteligência viva e sua criatividade. Logo, se colcocou no topo dos jovens artistas emergentes e pouco a pouco apresenta-se como artista maduro e reconhecido. Rodrigo grato por seu depoimento. Abraço apertado.


Fale algo sobre sua vida pessoal.
Eu fui criado na Ilha do Governador, onde morei até os 20 anos, quando me juntei com a Madame Fécula, com quem vivo até hoje. Meu pai é espírita, desapegado de qualquer bem material, minha mãe é católica, gosta de gastar, eu desisti de qualquer religião e acredito em investimento.

Como foi sua formação artística?
Sempre gostei de desenhar, melhorei a técnica em um curso na Ilha onde cheguei a dar aulas. Entrei na faculdade de Belas Artes na UFRJ, porque queria aprender a pintar muito bem, até então não tinha qualquer envolvimento com arte, era apenas técnica. Na Faculdade, o Pedro Varela me apresentou a arte contemporânea, daí eu percebi que era um técnico em desenho e precisava encontrar motivação além da habilidade, quando encontrei pela primeira vez, larguei a faculdade. Eu complementei minha formação como assistente do Luiz Zerbini, ele não é professor mas é um mestre.

Que artistas influenciam seu pensamento?
Eu sou meio anti-social, então não tenho convivência com outros artistas a ponto de ser influenciado, na verdade acho que sou mais influenciado por gente que faz coisas interessantes em geral, tipo um DJ, um cozinheiro criativo, um atleta.

Como você descreve sua obra?
Absorção de processos que são revertidos para os objetos resultantes ou participantes desse processo, por meio de intervenções “amigáveis”. Deu pra entender?

Você tem tido bastante sucesso nos dois últimos anos, o que mudou em sua vida?
Agora eu posso me dedicar integralmente ao meu trabalho, adoro trabalhar, adoro dia útil, pessoas focadas e sensatas, o som do martelo distante, mas não sou comunista!

Como você faz para divulgar a sua obra?
Tenho que fazer um site, atualmente só exposições, não gosto de divulgar verbalmente.

Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
Gosto de coisas que passam por muitos processos, principalmente industriais e que eu possa passá-las por mais um processo no meu ateliê. Acho que tabus e preconceitos me estimulam também, se tem muita gente na superfície especulando sobre como seria o fundo, eu mergulho pra ver como é.

Você tem uma rotina de trabalho?
Tenho, trabalho de 10 às 19h nos dias normais, acho saudável.

Qual sua opinião sobre os salões de arte?
Lembro que no meu primeiro semestre na faculdade eu tentei fazer algo interessante para inscrever num salão, ficou uma bosta mas inscrevi assim mesmo, de qualquer forma eu me senti muito estimulado a pensar em um trabalho autoral. Pensando bem, é muito fácil convencer um artista iniciante a trabalhar, basta oferecer um espaço, é cruel mas é verdade.

Participar de Bienais está em seus planos?
Está em meus sonhos.

Que sugestão você daria para um jovem artista para ser representado por uma galeria?
Produzir, tem que mostrar resultado, se não tiver objeto para vender não tem comércio.

Quais são seus planos para o futuro?
Ter um site muito legal, fazer uma individual muito boa, ter uma coleção de gatos, uma casa de maluco, uma cria, conhecer Budapeste, beber Dom Pérignon, manter a saúde e ficar rico também.

É possível viver de arte no Brasil?
Enquanto a bovespa nos permitir, sim.

O que você faz nas horas vagas?
Pratico artes marciais, bicicleta, leio, assisto filmes,Play Station, cozinho.



Série Uns Trocados

Série Uns Trocados

Série Uns Trocados




Morro dos Cabritos.


Vesúvio


Pedra da Gávea.

Ônibus Selvagem.

Rodrigo montando sua exposição.



M2 Exposição Centro Cultural São Paulo. Inauguração 26/072011.



M2 Centro Cultural São Paulo, 07/2011.












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