segunda-feira, 16 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Roberta Seguro

Roberta vive e trabalha em São Paulo. Realiza sua interessante obra fotografando objetos descartados nas ruas da cidade. Parabéns Roberta, muito sucesso. Obrigado Marcio



Fale algo sobre sua vida pessoal.
Nasci e me formei em Artes Visuais em Sao Paulo e depois passei mais de oito anos na Inglaterra, trabalhando e vendo exposiçoes.



Como foi sua formação artística?
Alem da Faap, fiz alguns cursos em Londres, mas aprendi muito visitando exposiçoes e tambem trabalhei numa galeria. Agora faço algumas disciplinas na Pos-graduaçao que me ajuda BASTANTE.
Que artistas influenciam seu pensamento?
Artistas que trabalham em mais de uma midia. desdobram uma idéia em diferentes formatos. Presto atençao em artistas como Francis Alys, Gabriel Orozco- onde numa exposiçao pode-se ver foto, video, pintura. O trabalho como mediador de uma ideia, e
alguns artistas conseguem deixar isso claro. Gosto também de ver pintura- quando boa e imprevisivel como por exemplo de um polonês chamado Wilham Saznal, e em escultura o trabalho da Rachel Whiteread.

Como você descreve sua obra?
Sempre encontro na cidade material para minhas obras, geralmente não altero as estruturas que encontro, só fotografo-as e as pessoas acham que fui eu que montei para a foto. Também pinto, a pintura já funciona diferente, é como se você criasse um histórico com o material e cada vez que trabalha aplica esse histórico.

Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
A cidade, arquitetura e design.

Qual a sua expectativa para a coletiva dos Artistas sem Galeria?
O “Sem Galeria” involve o interesse profissional de múltiplas partes. O meu interesse é de compartilhar meu trabalho, e quem sabe...

Você tem uma rotina de trabalho?
Sim, dou aulas e trabalho no atelie.

É possível viver de arte no Brasil?
Acredito que sim, vc conhece a lei dos 20 e 80%? 80% dos crimes sao cometidos por 20 % de presos. 80% do dinheiro fica com 20% das pessoas 80% dos trabalhos e práticas artísticas são comercializadas por 20% dos artistas. O lance é entrar nesses 20%!

O que é neccesário para um artista tornar-se um ícone?
Depende o que você chama de icone? Pela qualidade do trabalho ou pela fama? Tem pessoas que se dizem artistas, vendem, mas não tem nenhum conteudo no trabalho. Acho que o artista precisa atuar em diversas frentes- galerias, palestras, aulas, curadoria, Bienais. Uma frente alimenta a outra. Acho que essa ideia de icone é uma coisa do modernismo. Hoje em dia os icones são mais temporários, e geralmente a midia faz os icones, mais do que o trabalho. Por exemplo Damian Hirst, tenta fazer obras chocantes para invadir a midia e encher o bolso! Além disso foi descoberto e patrocinado por Charles Saatchi que é um publicitario.
O que você pensa sobre os Salões de Arte?
Tem uns mais serios que outros, mas é dificil julgar,, porque tem trabalhos bons que não entram em salão. A distribuição dos prêmios poderia ser repensada, seria mais justo transformar alguns prêmios dado a um, dois ou três artistas, em ajuda de custo para todos os selecionados, contribuindo para fortalecer a qualidade dos trabalhos nos salões.

Qual sua opinião sobre as Bienais e Feiras de Arte?
Elas alimentam o Mercado de arte, acho importante.
Quais são seus planos para o futuro?
Comprar uma bicicleta nova!
O que você faz nas horas vagas?
Tudo menos ver televisão.



Desplacement (2010) Luminoso e impressão fotográfica.


Displacements (2010) Luminoso e impressão digital



Casa-caixa (2011) Impressão fotográfica.


Casa-caixa Impressão fotográfica


Casa-caixa Impressão fotográfica.


Casa-caixa. (2011) Impressão fotográfica.




Casa-caixa (2011) Impressão fotográfica.




Fotografias de Roberta Segura na coletiva de Estúdio Buck, SP.

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