segunda-feira, 23 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Ni da Costa.

0:10:07+2 (2005).

Série Plano Fixo Rafael e Gabriela (2010)



Me Myself and I (1999)





Dois (2004)







Série Quem? Ângela e Otávio (2007)









Ni da Costa nasceu no Rio de Janeiro. Seu pai analista de sistema. Mãe funcionária pública. Estudou no Colégio Bennett. Em 1989, graduou-se em Gravura pela Escola de Belas Artes, UFRJ. Suas principais participações em exposições foram: Tempo-Luz -Museu da República- 2003, 10d 2001 -Escola de Artes Visuais do Parque Lage - 2001, Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo- 2001, 13o Salão de Arte da Bahia- 2006, Posição 2004- Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Bienal de Gravura de Curitiba e Bienal de San Juan de Grabado Latino Americano y El Caribe.

Ni como foi sua formaçãona Escola de Belas Artes da UFRJ?
Minha formação foi em Bacharelado em Gravura. Guardo a lembrança do grande professor Kazuo Iha sempre muito motivado e incentivador dos alunos. Farei uma referência a professora Lígia Pape pela liberdade dada aos estudantes, era a contemporaneidade incluída numa escola acadêmica.

O que você fez após a formatura?
Durante cerca de cinco anos, eu fiz gravura e desenhava, mas sem um objetivo definido. Cansei da gravura e dediquei-me mais ao desenho.

Foi quando você descobriu a pintura?
Pensei ser a pintura uma motivação e uma maneira de ampliar as possibilidades de desenvolvimento pessoal. Fui procurar o aprendizado na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Que cursos frequentou?
Durante seis meses fui aluna de Daniel Senise. No semestre seguinte, esudei filosofia e arte com o próprio Daniel e com Marcos Veloso.Quando terminnou o curso, matriculei-me nas aulas de Beatriz Milhazes. Foi um período de grande aprendizado. A Bia incentivava a trabalhar, sempre sugerindo o olhar os trabalhos de artistas que tinham a ver com nosso pensamento.
E depois?
Foi um ano no Curso Arte Produção e Conceito com enfoque na análise dos trabalhos realizados pelos alunos. Completei minha formação no Aprofundamento, onde tinhamos atividade teóricas e práticas. Ambos, realizados na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
Você poderia comentar seu método de trabalho?
Enfoco questões como tempo e a memória, trabalhando com pintura e fotografia. Interessa-me muito a ilusão da imagem em movimento, uso isso nas sobreposições e nas sequências. O trabalho sempre começa por uma fotografia. Faço as fotos pensando no que irei fazer depois, em como as usarei. Projeto-as sobre a tela e crio a imagem. Nos trabalhos atuais, tenho sempre a idéia do que quero fazer, não sobra muito espaço para o acaso.

Você utiliza como meios o desenho, a fotografia e a pintura. Tem alguma preferência?
Não, essas escolhas se dão pelo o que eu espero como resultado final. Na verdade não me considero uma pintora, mas uma artista plástica.
Que artistas têm influenciam em sua obra?David Hockney, Robert Rauschenberg, Andy Warhol, Francis Bacon, Wesley Duke Lee, David Salle, Louise Bourgeois, Cindy Scherman Edward Weston, Rosângela Rennó, Luiz Zerbini e Jean Michel Basquiat. Gostaia de citar os professores Kazuo Iha, Ligia Pape e Beatriz Milhazes. Como você percebe, muita gente me faz pensar.

Você é representada por alguma galeria?
Pertenço ao grupo de artistas da galeria virtual FaceArte e tenho trabalhos na Galeria Arte em Dobro, mas sem vínculo.

Você consegue viver da venda dos seus trabalhos? Que outras fontes de renda ajudam?
Não consigo viver exclusivamente da venda de meus trabalhos. Realizo atividades relacionadas à arte como fotos de trabalhos e web design.

Como seria possível reverter essa situação?
Mudar a situação só com uma melhor educação. Num prazo mais longo, a formação de um público educado para as artes plásticas.

Qual sua opinião sobre os preços das obras no Brasil?Comparando com aqueles dos países desenvolvidos são baixos.

Qual a importância do curador e do crítico?
Acho importante quando formam um pensamento sobre arte e trabalham sobre o que os artistas estão fazendo e com isso ajudam a informar o público. As curadorias auxiliam na formação do olhar e a criar uma forma diferente de se ver e de se pensar sobre arte.

As galerias contribuem para o desenvolvimento da arte?
Sim, aquelas que investem nas Feira de Arte promovendo a divulgação e promovem publicações sobre seus artistas representados.

Qual sua opinião sobre as Feiras de Arte?
São grandes vitrines. Elas dão visibilidade aos artistas fora de suas cidades, por isso acho que as galerias presentes nas Feiras contribuem para divulgação dos artistas fora de seus centros.

O que sugere para divulgar a arte?
Acho que estamos num momento em que a arte e as outas áreas tem uma forma de divulgação e exposição que é a internet e suas ferramentas de pesquisa, está tudo aí para quem quiser ver. É preciso ensinar ao público utlizar essas possibliidades.

O artista deve ter educação continuada?
Claro. A maneira de fazer é uma questão pessoal. Alguns precisam de ter um grupo ou um orientador. Outros estudam sozinhos, lêem, pesquisam e frequentam palestras. Acho que cada um encontra seu jeito.

Que outras atividades contribuem para ampliar a visão do artista?
Viagens, livros, internet, palestras, exposições e visitas ao ateliê de outros artistas.

Quais são seus hobies?
Andar de bicicleta, caminhar, ir ao cinema e conviver com os amigos.

Quais são seus planos para o futuro?
Para dizer a verdade, eu nunca trabalhei de uma maneira profissional. Participava de salões e exposições semp reocupação maior com o mercado. Agora, preciso aumentar o espaço num novo ateliê para não haver limitação do tamanho dos trabalhos.

Ni, muito obrigado por me ter recebido e pela oportunidade de conhecer um pouco mais de sua história e do seu trabalho.
A entrevista com Ni foi realizada em 21 de julho de 2010 no seu ateliê.










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