domingo, 15 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Manoel Novelo


Manoel Novello Rio de Janeiro.

Fale algo sobre sua vida pessoal.
Nasci no Rio de Janeiro, mas em primeiro lugar sou brasileiro. Sempre me senti um privilegiado em ser brasileiro, falar português e ter acesso a essa nossa cultura rica desde a infância. Me formei em arquitetura na UFRJ, sempre me interessando por arte e frequentando exposições.





Como foi sua formação artística

No curso de arquitetura, as aulas que mais me interessavam eram as de história e teoria da arte. Depois, estudei no Centro Calouste Gulbenkian e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Que artistas influenciam seu pensamento?
São muitos. Posso dar como exemplo, Richard Diebenkorn, Sarah Morris, Rachel Whiteread, Terry Winters, Howard Hodgkin, Frank Nitsche, Thomas Scheibitz.
Como você descreve sua obra?
Uma interpretação e um comentário, sobre a cidade, seu ritmo, sua velocidade, seus fluxos, seus volumes arquitetônicos, seu controle e descontrole e seus excessos.








Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
Andar pela cidade, pelo bairro que eu moro, imprensado num vale, andar por Copacabana, ouvir música popular brasileira, viagens, leitura.







Você tem uma rotina de trabalho?
Pinto e leio todos os dias, o dia inteiro.







É possível viver de arte no Brasil?
Sim, foi essa a opção que fiz.

O que representa para o artista ser representado por uma galeria?
A galeria ajuda a alcançar um público maior que se interesse pelo trabalho do artista.

O que você pensa sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
Os salões são uma das formas de inserção do trabalho num sistema de arte que vem se expandindo notadamente. Os salões ajudam a revelar novos artistas, de todas as partes do Brasil. Cada salão, ou mostra coletiva tem seu método e os mais importantes são os mais criteriosos tanto no regulamento, como na organização. Participei de alguns, como o Arte Pará, Novíssimos, Petrópolis, Olheiro da Arte e Ribeirão Preto.

Você participou da Bienal de Curitiba, como foi a experiência e o que representou para sua carreira?
Fui selecionado para a Bienal de Curitiba pelo curador Alfons Hug. Isso significou estar inserido numa mostra importante, tendo meu trabalho contextualizado num âmbito internacional.







Quais são seus planos para o futuro?
Continuar pintando.


O que você faz nas horas vagas?
Leio, vejo filmes, assisto show de MPB no DVD, gosto muito do convívio familiar e bater papo com amigos




Civilização do amor. 138x138 cm.




A cidade me atravessa. 138x138 cm.




Copacabana diz adeus. 138x138 cm.




Projeto 8 29x41 cm.





Trabalho 1 da Série Totens Urbanos. 80x80 cm.





.Tudo aceso. Tudo ligado, 128x128 cm cada.




Série Soluções da cidade, 100x100 cm.

Nenhum comentário:

Postar um comentário