domingo, 22 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Leo Brizola

Leo Brizola.

Mamãe Coruja.




Colar da Maldade.







Apolo e as Musas.






Anunciata









A Igreja.











Leo Brizola vive e trabalha em Belo Horizonte. Em trinta anos construiu uma bela carreira. Seu depoimento, sobre sua vida e seu trabalho, ajuda a entender sua belíssima pintura. Muito obrigado Leo






O que você poderia contar sobre sua vida pessoal?
Nasci em Belo Horizonte, Minas Geraes em 19 de junho de 1962. Estudei Belas Artes na escola Guignard por oito anos , iniciando em 1981,somente fazendo desenho e litogravura,não fiz o currículo obrigatório, somente o que me interessava e que era impossível fazer no meu atelier, que era a litogravura que requer prensas enormes etc. e fiz belas artes na UFMG e, também ,só fiz desenho e gravura, não me interessei em fazer o curso regular e, portanto nunca me preocupei em buscar um diploma.


Quando e como você descobriu sua vocação para Arte?
Sempre desenhei, desde quando colocaram um lápis e papel em minhas mãos, sempre pintei sozinho e nunca fiz aula de pintura, como comecei com dezesseis anos na pintura,continuei mesmo frequentando a escola e não pintando lá,quando estava fazendo pré vestibular para medicina, conheci um amigo que fazia para arquitetura e que me levou ate a escola Guignard e nenhum dos dois fez nem medicina nem arquitetura, entramos para a escola Guignard.

Quem influenciou seu pensamento artístico?
Meu pensamento artístico/estético percorre tudo de arte, eu estudei tudo avidamente, Picasso me influenciou muito, depois os impressionistas e depois ainda Tiziano e os venezianos.



Como você descreve seu trabalho?

Meu trabalho é a metaforizarão do que sinto pelo mundo que estou presenciando e meu embasbacamento e perplexidade sobre quem somos como espécie.

Como você se atualiza?

Não sou um caçador do novo, nem da novidade , nem da última noticia, vejo o que acontece pela neta e volto no passado documentado para entender o presente



Qual sua opinião sobre as Bienais?
Eu me lembro das bienais de SP da década de 80 ,quando fui e gostei moderadamente, depois da invasão das instalações, deixei de querer ver,gosto de ver vídeo na minha casa;estive na penúltima, a bienal do vazio e me senti amargurado com o que não vi, acho que a arte contemporânea, que a bienal representa, esta descendo uma ladeira íngreme.

Como melhorar a divulgação da Arte no Brasil?
A divulgação da arte foi muito facilitada com redes como o Facebook, desde que fiz minha rede de amigos no Facebook já apareceram exposições em outros estados que não aconteceriam facilmente sem esse veículo facilitador que é a net


Qual é sua opinião sobre as galerias virtuais?
As galerias virtuais estão começando por aqui e acho fabuloso, o TEMPLO que se tornaram as galerias convencionais esta correndo sério risco, e assim espero pois existe um numero grande de bons artistas que não conseguem entrar nos templos.


Que diferença existe entre a Arte de Belo Horizonte e São Paulo?

Essa pergunta sobre as diferenças é muito abrangente e a resposta longa, no geral, aqui, no Rio e em SP tem surgido alguns artistas que me impressionam, mas são muito poucos, existe outra diferença entre os artistas de SP e Rio e o resto dos artistas de outros estados e essa diferença esta na chance de maior visibilidade dos primeiros em relação aos últimos e periféricos.


É possível viver de arte no Brasil?
É muito difícil viver de arte no Brasil e essas dificuldades aumentam conforme se sai dos centros como SP, infelizmente muitos artistas tem que dividir seu tempo com varias outras atividades para pagar as contas no final do mês.

Quais são seus interesses fora da arte?

Eu ando tão acabrunhado com a nossa espécie e sua capacidade de destruição, e tão perplexo com os rumos que o planeta e a humanidade estão tomando que me refugio na arte, na musica em resumo na criação artística.

Quais são seus planos para o futuro?

Cheguei num ponto da minha vida e do meu trabalho que o que mais desejo agora seria uma revisão desse trabalho, um alinhavo desses trinta anos de atividades ininterruptas, onde me expressei com tudo que me foi possível, pintura, desenho, bordado, fotografia, vídeo e por ai vai.

Como você utiliza seu tempo livre?

Uso meu tempo integralmente para pensar 'criação' , não sinto que tenho tempo livre pois meu tempo todo é livre e penso arte o tempo todo, como um estilo de vida, acho;...estou sempre me alimentando com todo tipo de estímulos que meus olhos e ouvidos captam, seja passeando em um parque, seja na net....seja nos livros...seja conversando com um amigo .








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