terça-feira, 17 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Fernando Ribeiro


Fernando Ribeiro

Fernando Ribeiro vive e trabalha em São Paulo. Aluno e assistente do artista Nelson Leirner percorre seu próprio caminho com sucesso e com trabalho de qualidade. É representado pelas galerias Monica Filgueiras, SP, AM Galeira de Arte, BH e Bolsa de Arte, Porto Alegre. Obrigado Fernando.

Fale algo sobre sua vida pessoal.
Nasci e resido em São Paulo, capital, filho de pai comerciante de café e algodão e mãe professora de primário. Sempre fui péssimo aluno mas mesmo assim consegui chegar até o vestibular administração...já muito velho (30 e poucos anos) mas não cheguei a cursar. Comecei atrabalhar muito cedo (16 anos) como arte finalista de desenho animado na Linx Film, aqui no bexiga. Depois, fui para o Rio de Janeiro e trabalhei na Rio Gráfica Editora como quadrinista. Nesta época, fiz curso de bico de pena com o cartunista Orlando Molica, na EAV do Parque Laje e, também fiz alguns trabalhos de Cartoon com o Geraldinho Carneiro, ele texto e eu desenho...alguns foram para o Pasquim e não passaram e outros para um jornal da mesma época chamado Pingente...tempo divertido!

Como foi sua formação artística?
Na verdade, sou auto didata na questão do desenho, sempre fui muito incentivado pelo Braulio Pedroso, eu ainda muito criança, 6 ou 7 anos de idade, mas era a coisa que eu mais gostava de fazer. Quando voltei do Rio, ainda nos anos 70, trabalhei no Diario do Povo, jornal de Campinas, fazendo o Diarinho inteiro, um tablóide encartado aos domingos para crianças. Depois, me casei e tive que tomar outros rumos profissionalmente. No final dos anos 90 decidi que esta (Arte) seria o meu trabalho daí em diante...abandonei tudo e, ainda bem que estava casado com uma mulher fantástica para segurar anos de muita dureza até que meu trabalho começar a dar algum resultado. Tive uma grande sorte de ter como Professor o Nelson Leirner, pois daí para frente o olhar muda e o trabalho também...de uma maneira tão radical quanto se é possível em tão pouco tempo. Não, é claro, sem sofrimento e muita provocação do "PROF" (professor) , é assim que o chamo até hoje!


Que artistas influenciam seu pensamento?
Muitos eu diria, mas para ficar em alguns, cito dois brasileiros, Nelson Leirner e Cildo Meireles e, é claro Marcel Duchamp por ter aberto uma porta em 1917 sem precedentes. Robert Guber e Jeff Koons também me impressionam.
Como você descreve sua obra?
Ainda acho muito difícil falar sobre meu trabalho mas eles são em sua maioria tri-dimensional, muito embora gosto muito de pintar e desenhar.
Que exposição sua, você considera a mais importante?
A Exposição "Limites" que fiz na galeria Mônica Filgueiras, em 2005 com curadoria do Nelson Leirner...acho um divisor de águas...mas sempre acho que é a última.
Como você descreve o mercado de arte em São Paulo?
É sem dúvida o maior mercado do Brasil, muito dífícil de estar inserido nele e se você não estiver com galerias que trabalham a sua obra junto à curadores e às instituições é bem complicado...você sabe como é!
O que é necessário para um jovem artista ser representado por uma galeria?
É claro que muito talento,porém tem que ter sorte, muita sorte para chegar lá. O problema que vejo e todos e tudo, como artistas contemporâneos, somos imediatistas (as galerias também) e, se o artista não entender que isso só se dá a longo prazo, vai desistir.
Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
Aprendi a duras penas que olhar é trabalhar...no começo me sentia mal com isso...em sair por aí e só observar/olhar...mas é trabalho sim, afinal tá tudo aí e é só você ajuntar as coisa.
Você tem uma rotina de trabalho?
Márcio,eu sou meio vagal/inercial, eu olho muito,desenho muito em horas desconectadas do dia a dia, entretanto quando defino metas em um determinado trabalho, sou absolutamente compulsivo e se não ficar como imaginei, chego a ficar doente de verdade.

O que você pensa sobre os Salões de Arte?
Acredito que eram melhores no passado e rendiam ao artista inserções melhores...não sei mais o que pensar.
Qual sua opinião sobre as Bienais e Feiras de Arte?
Acho que as Bienais estão muito concentradas em seus curadores ( que são poucos) e que não tem tempo para verem e saberem ,de fato, o que se está fazendo no mundo das artes. Acho uma bobagem a idéia que em bienais só podem entrar artista jovem...a ARTE PRECISA SER JOVEM, não há como você estabelecer cronologia etária a uma obra. Quanto as Feiras, vejo com bons olhos, é puro negócio, mas tem um lado de promoção (obra/artista) que é interessante.
Quais são seus planos para o futuro?
Trabalhar... não há escapatória para nós!

O que você faz nas horas vagas?
Leio sobre arte e escrevo meus contos.



Instalação


Fuga para o Egito (2010)


Guernica Esteve Aqui.



Limites


Limites


Minha Casa Minha Vida


Minha Casa Minha Vida

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
2009 - "Eu vejo,tu olhas...ele Déjà Vu" – Monica Filgueiras Galeria de Arte, São Paulo, SP
De Pollockcow a Déjà Vu – Galeria Bolsa de Arte - Porto Alegre, RS
2007 - Déjà Vu - Mônica Filgueiras Galeria de Arte – São Paulo, SP
Amigo Urso e seus Amigos - AM Galeria de Arte – Belo Horizonte, MG.
2006 - Limite - Mônica Filgueiras Galeria de Arte – São Paulo, SP
Um Prato é um Prato ou Tanto do Mesmo - Galeria Coluna Vermelha – Rio de Janeiro, RJ
EXPOSIÇÕES COLETIVAS:
2009 – 40a. Chapel Art Show – São Paulo
2008 - Ponto de Vista - Galeria Daslu - curadoria Mônica Filgueiras – São Paulo, SP





Diversão e Arte - Galeria do Porto - Angra dos Reis, RJ
2007 – Coluna Infinita - Memorial da América Latina – São Paulo, SP

Tupyexxx Mulder – Monica Filgueiras Galeria de Arte - São Paulo, SP
2006 - 1ª Transversal de São Paulo – São Paulo, SP
Chappel Art Show - São Paulo, SP
Salve a diferença - São Paulo, SP
2005 - Nem Magritte, nem Mary Poppins - São Paulo, SP

Art Bresil – Deauville, França
2004 - Sala especial Nelson Leirner - Professor Curador – Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, SP
Verdadeiro ou falso? – Galeria Anna Maria Niemeyer – Rio de Janeiro, RJ
2003 - Pocket Ópera Portinari (figurino) – Sesc Ipiranga – São Paulo, SP
2001 - Objetos e esculturas –Mônica Filgueiras Galeria de Arte – São Paulo, SP
ACERVO INSTITUCIONAL-
2009 - Museu Salvador Allende, Chile – "Tora ou Iemanjá"
Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil (CCBNB) -- Gravuras da série Déjà Vu (11 serigrafias)
2008- Museu Afro Brasileiro, São Paulo – "Nossa Senhora de Cocacabana"


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