sábado, 21 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Emmanuel Nassar


Emmanuel Nassar Foto no dia que recebeu a Ordem do Mérito Cultural (2006).
Emmanuel Nassar É dos poucos artistas brasileiros com projeção nacional e internacional fora do eixo Rio/São Paulo. Embora, com galeria em São Paulo, Nassar vive e trabalha em Belém do Pará. Recebeu o prêmio da 6a Bienal de Cuenca Equador, participou das Bienais de São Paulo (1989-1998) e Veneza (1993). É representado pela Galeria Millan, São Paulo. Como disse João Cândido Araujo: " Do seu mundo, o artista recorta, salienta detalhes, reinventa dramas. Suas fontes são duas : o popular e suburbano (...)". E, também, o crítico e curador Paulo Herkenroff escreveu: " O artista participa da discussão da "visibilidade" amazônica como um conceito, reconhece uma sabedoria plástica popular, em que o sensual, o expressivo e o utlitário arman-se numa síntese sem desperdício.



Emmanuel, fale algo sobre sua vida pessoal.
Nasci em Capanema, PA, em 3/01/1949 Meu avô veio da Siria e foi ser mascate no interior do Pará. Meu pai trabalhou como gerente de lojas do meu avô pelo interior . Aos 5 anos, fomos morar em Belém. Fiz faculdade de arquitetura, na Univ Fed do Pará.



Como se deu o seu interesse pela arte?
O contato com o mundo, o ingresso na escola de arquitetura, as primeiras viagens. Isso causou um impacto muito grande em mim. Acho que essa polaridade esse choque aconteceu e permanece como uma espécie de tema central do meu trabalho.



Como foi sua formação artistíca?
Meu contato com a arte foi na arquitetura e na publicidade.



Que artistas influenciaram seu pensamento?
Pinturas na rua, publicidade, Calder, Volpi.


Além do estudo da arte, que outras atividades influenciam o imaginário de um pintor?
Costumo dizer que meu tema sou eu.Trabalho com minhas contradições, minhas tensões, brincando de organizar, equilibrar, manter em pé o edifício da vida. Daí a precariedade, daí as linhas de força, daí os cabos de guerra, daí o espaço, a luz, a profundidade.





Como você descreve sua obra?
Sem legenda.


É possível viver exclusivamente de arte no Brasil?
Depende do orçamento familiar. Tudo é possível.


O material para pintura fabricado no Brasil já é adequado?
Parafraseando McLuhan, de “o Meio é a Mensagem”: O material é a mensagem.

Parece haver uma nítida divisão entre a artistas de São Paulo e do Rio. Cada grupo expõe em seu estado. Há realmente isso?
Sou de Belém do Pará. Da terceira divisão portanto.

Quais são seus planos para o futuro?
Continuar trabalhando. O foco agora é o lançamento de um livro. Deve sair em agosto, com texto de Tadeu Chiarelli.

Quando você começou sua carreira você tinha expectativa de chegar ao seu lugar na arte?
Eu sempre tive um lugar na arte de viver.

O que você faz em suas horas de lazer?
Viajo, vou ao cinema. E muitas vezes não faço nada.

Disco de Prata (1995) Acrílico dobre tela 130x190 cm.

Fiação ()

Rosa dos Ventos 125x172 cm.

Sem título Acrílica sobre chapa metálica 90x90 cm.

Jambu (2010) 90x180 cm. Galeria Millan.

Rei da Noite (1985).

Tapume (2010) Galeria Millan

Sem título (1985) 80x80 cm. Gentileza de Ivan Valença.

Livro sobre a obra a ser lançado brevemente.

Há muito, acompanho a obra do Emmanuel Nassar, para essa entrevista aprofundei os estudos sobre seus trabalhos e, é com prazer e alegria que o blog apresenta aos seus leitores um pouco de sua história e algumas de suas magníficas telas. Muito obrigado ao artista.

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