segunda-feira, 16 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Denise Araripe











Denise Araripe





Denise vive e trabalha no Rio de Janeiro. Suas pinturas falam com competência e humor da história da arte, partindo da reprodução de obras conhecidas acrescidas de desenos e objetos ela nos coloca num mundo de fantasia infantil apesar da seriedade dos trabalhos. A artista ianugurou sua individual na Galeria Cândido Mendes, Ipanema. É representada no Brasil pelo Escritório de Arte Ana Beatriz Britto. Sucesso Denise e obrigado pelo depoimento.


Denise, conte algo de sua história pessoal.
Nasci no Rio de Janeiro dos anos 60, morei em Genebra, Londres, São Paulo e há 16 anos estou de volta ao Rio.

Como começou seu interesse pela arte?
Acho que já nasci interessada. Tive a sorte de poder viajar muito e as idas aos Museus, muitas vezes uma obrigação para as crianças, no meu caso era um verdadeiro deleite.


Qual foi sua formação artística?
Fui aluna de Bandeira de Mello, Celeida Tostes, Eduardo Kugler, Carlos Fajardo, Sergio Finguerman, Daniel Senise, João Magalhães, Suzana Queiroga para citar alguns, mas, tive a sorte de ter um grande mestre, Reynaldo Roels, a quem eu credito grande parte da minha formação.

Que artistas influenciam seu pensamento?
Não saberia dizer... Na minha cabeça, habitam fragmentos dos pensamentos de muitos , Gerhard Richter, Georg Baselitz, Jasper Johns, Andy Warhol, Anselm Kiefer, Joseph Beuys, Sandro Chia, Louise Bourgeois, Marlene Dumas, Kiki Smith, Ida Applebroog ,Marcel Proust, Allan Poe, Roland Barthes, Zygmunt Bauman, Hal Foster, Arthur Danto, e mais o mundo!!! O que posso chamar de "meu pensamento" é a combinação e edição que faço de tudo que leio e vejo.

O que a inspira?
Pessoas! Eu adoro GENTE.

Como você descreve sua obra?
Trabalho em séries. Determino tema, meio e motivo a priori. Faço muita pesquisa e muitos croquis. Quando enfim parto para a pintura ou o meio decidido, esqueço tudo e me entrego ao diálogo entre o olho e a tela, é neste embate que a obra acontece... é este embate que me proporciona, vez por outra, a sensação de que este espaço é da ordem do sagrado.

Qual foi sua experiência com os Salões de Arte? Você faz alguma sugestão para aprimorá-los?
Tenho pouca experiência, participei apenas de três e dois foram na França.


Você está participando de uma individual no Rio de Janeiro, como é a experiência?Esta será minha segunda individual no Centro Cultural Cândido Mendes, dez anos separam as duas, a primeira no centro da cidade e agora em Ipanema.
Estava trabalhando há três anos nesta série mas, como tive duas exposições grandes na França, durante 2010, não tive tempo para buscar um local , decidi então, fazer um open studio em novembro, foi quando recebi o convite do Paulo Sérgio Duarte, que chegou com sabor de presente. Expor é sempre uma experiência maravilhosa para mim, é o momento de compartilhar e celebrar, o resultado de muitas horas de empenho solitário no atelier.

É possível viver de arte?
Gosto de crer que sim !!!!


A mulher já tem no mercado o mesmo espaço do homem?
Jamais pensei no mercado dividido por gênero.

Você é representada por alguma galeria? O que é necessário para isso?
No Brasil, pelo escritório de arte Ana Beatriz Britto, desde 2005 e na França pela galeria NOU'ARTS. Quanto a sua segunda pergunta, comprometimento com o trabalho e confiança, a relação tem que ser de parceria.

Quais são seu planos e sonhos futuros?
Muitos!

O que você faz nas horas vagas?
Jogo golfe, viajo e principalmente aproveito o tempo com a família e os amigos.


Série Tintim













































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