domingo, 22 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Deborah Engel

Série ônibus (2008)

Série Paisagens Possíveis Capa da Revista Amigos Web

Série Paisagens Possíveis

Série Paisagens Possíveis

Série Paisagens Possíveis

Livro Olho no Olho


Deborah Engel Paisagens Possíveis Galeria Arthur Fidalgo

Deborah Engel é artista plástica utilizando a fotografia como meio para sua obra. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. É casada com o artista plástico Ricardo Siri e tem uma filha. Recentemente, fez exposição individual na Galeira Arthur Fidalgo, no Rio de Janeiro, quando lançou o livro Olho no Olho.

Debora conte um pouco sobre sua vida.
Nasci em 10 de fevereiro de 1977 em uma cidade chamada Palo Alto na Califórnia. Meu pai, engenheiro civil, fazia seu Mestrado em recursos hídricos na Stanford University e minha mãe havia largado o emprego para acompanhá-lo. Sou formada em Psicologia pela Universidade Paulista, mas nunca exerci a profissão. Desde a metade do curso, já trabalhava como assistente em estúdios.
Como apareceu seu interesse pela arte?
Minha mãe me levava aos museus desde sempre. Frequentei muito o MASP, na minha infância, depois outros museus e, fui sempre me encantando com o que via. Porén ser artista era um sonho. Prestei vestibular para FAAP, cheguei a entrar, mas era muito inexperiente, ainda não acreditava que isso poderia ser verdade. Passava muitas férias desenhando todos os dias, fiz algumas pinturas...mas foi através da fotografia que finquei minha bandeira como artista.
Qual foi sua formação artística?Minha formação como artista profissional foi trabalhando no estúdio de Thelma Vilas Boas e no atelier de Rosângela Rennó. Acho que o tempo que fiquei nesses lugares (2001/2004) foi equivalente a uma faculdade. É claro, estudei na Escola de Artes Visuais do Parque Lage com Anna Bella Geiger, Fernando Cochiaralle, Charles Watson, Viviane Matesco, Franz Manata e Suzana Queiroga.
Que artistas tiveram influência em seu pensamento?
Siri, Louise Bougeois, Sophie Calle, Rosangela Rennó, Thelma Vilas Boas, Matisse, Rodin, Yoshitomo Nara, John Cage e muitos outros.
Como você descreve sua obra?
Me interesso pela passagem do tempo, pelo transitório, pelo presente que é a única coisa que realmente existe. Acho que em razão disso a fotografia me acompanha tão intensamente no trabalho.
De que maneira você vê o mercado de arte para o artista jovem?
Acho um pouco assustador. O mercado anseia pelo jovem artista maduro. Se ele se interessar pelo curso que sua pesquisa caminha tudo bem, mas acho que as pessoas querem resultado e o artista, talvez não queira chegar a esse resultado tão cedo. O que realmente interessa é a busca.
Como você se mantém atualizada?
Gosto de ver coisas interessantes na Internet, àsvezes acessos sites de arte em lugares distantes, gosto de saber o que pensam do outro lado do planeta.
O que você pensa sobre os salões de arte?Essenciais para divulgação do trabalho dos artistas. É uma boa forma de mapear a produção em um país tão grande e diverso como o nosso.
A mulher já conquistou seu luga na Arte ou, ainda, sofre algum preconceito?Acho que a mulher já tem seu lugar em tudo, mais ainda é uma minoria.
É possível viver de arte?
Sim, mas deve haver muita persistência. Mas esta hora chega. Acho que o segredo é se organizar.
Quais são seus planos para o futuro?
Continuar fazendo o que faço hoje, mas em escala maior.
O que você faz em suas horas livres?
Eu não tenho horas livres ou, todas minhas horas são livres. Me dedico integralmente às minhas paixões: minha família e o meu trabalho. É claro, que às vezes falta tempo para outras paixões da vida, mas estas tomam todo meu tempo.
Obrigado Deborah pela oportunidade de conhecer algo sobre você e pelas explicações sobre sua bela e madura obra.

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