sexta-feira, 20 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Danielle Carcav


Danielle Carcav



A entrevista com Danielle foi realizada num café no Shopping da Gávea. Uma longa conversa sobre arte e sobre a vida. Foi possível perceber a maturidade da artista em relação ao seu trabalho. O sucesso rápido, não alterou sua disposição de buscar o aprimoramento constante por meio de novos desafios e reflexões sobre o que já foi construído. Danielle busca algo mais, aquilo que possa convencê-la de estar fazendo sempre o melhor. Obrigado Danielle
Danielle, conte um pouco de sua história pessoal.
Eu nasci em Natal, Rio Grande do Norte. Sou casada e tenho um filho. Cursei Engenharia Civil, mas não terminei.Atualmente estou fazendo o curso de Engenharia Ambiental. Depois de casada, morei em Manaus por cinco anos e agora estou em definitivo no Rio de Janeiro.

Como você se encontrou com à Arte?
Fiz Escola Técnica Federal e na instituição eram oferecidas atividades extra curriculares com música, teatro e arte. Foi daí meu interesse pela matéria. Quando fui optar por um curso no vestibular, o peso de um futuro mais estável me levou a fazer Engenharia, apesar de já naquela época eu querer seguir o caminho da arte.. Depois de casada, fui morar em Manaus e lá tive um pequeno atelier em minha casa, atividade coincidente com o estudo do curso de Engenharia. Após nos mudarmos para o Rio, eu fui visitar o MAM e vi uma exposição do João Magalhães e soube ser ele professor no Parque Lage Acho que em meia hora eu estava no lá.


Como foi sua formação artística?
Quando cheguei ao Parque Lage, o João Magalhães estava dando aula e, após uma conversa com ele, fiz a matrícula em seu curso. Lá permaneci por cerca de um ano e meio, fazendo paralelamente alguns cursos teóricos. Quase no mesmo período fiz o Módulo Avançado em Pintura com Suzana Queiroga, curso que me proporcionou a minha primeira exposição coletiva no Rio de Janeiro, no Largo das Artes. Depois o Daniel Senise e o Ivair Reinaldim assumiram o curso a pedido da Suzana. Tenho todos meus mestres em grande apreço e carinho. Tenho sorte pela oportunidade de aprender com eles.


Que artista influenciam seu pensamento?

Peter Doig, Marcel Dzama, Marlene Dumas, Lucien Freud, Yves Klein, Gerard Richter, Yoshitomo Nara, Cristina Canale, Beatriz MIlhazes...


Como você descreve sua obra?

Sou pintora mas procuro experimentar, desdobrar o que faço porque acredito que tudo pode ser elemento para enriquecer meu processo. Faço vídeos, projetos de instalação e gravuras. Eu procuro ransferir para as telas o esapaço imaginário partindo de fotografias de crianças brincando. Faço alusão à memória da infância. Acredito que a infância é o período de vida no qual o ser humano se entrega sem restrições ao imaginário, criando e re-criando significados do que há ao redor, de modo constante. Meu processo está intimamente ligado ao ato de imaginar, como o imaginário absorve e se constroe. A memória que permeia minha investigação está intimamente ligada com a concepção de morte, no sentido de que a memória é o resgate imaginário de algo que já se foi, do tempo que ficou lá atrás. NInguém lembra do que ainda vai nascer.

Você é representada pela Galeria Dumaresque de Recife, a Amarelonegro Arte Contenporânea no Rio de Janeira, a Galeria Motor em São Paulo e a Belizário Arte Contemporânea em Belo Horizonte, o que é necessário para ser representada por uma galeria?
É difícil responder, mas acredito que você deva ter um currículo com aprovações em diferentes Salões de Arte, um trabalho promissor dentro do contexto contemporâneo e encontrar um galerista que tenha um olhar que se identifique com o produzido pelo artista.



O que você pensa sobre as galerias virtuais?
Acho uma ótima forma de divulgar para um publico maior o seu trabalho. Fui representada pela FaceArte no Rio e faço parte da Galeria Motor em São Paulo, em ambas com um saldo positivo muito bom. Expor numa galeria virtual ampliar a visibilidade sobre sua produção.



Qual sua opinião sobre os salões de arte?
É importante, você será avaliada por um juri desconhecido, conviverá com os outros participantes e um público de diferentes cidades terá contato com seu trabalho. Fui selecionada para os salões de Pequenos Formatos de Belém, de Natal, MARP de Ribeirão Preto, Teresina, Santo André, Garulhos, Blumenau, Atibaia e Mato Grosso. Nos dois ultimos recebi premiação.



Qual foi sua experiência com a Feira de Arte de São Paulo?

Foi ótima. Penso ser parecida a uma Bienal ampliada, aberta para um número maior de artistas. Seus trabalhos ficam espostos para um número maior de espectadores e ao lado de diferentes artista. A minha primeira participação foi com a Galeria Dumaresq e a Galeria Motor e neste ano estava nas galerias Amarelonegro, Dumaresq e Motor.

Você tem uma rotina de trabalho?
Sim, como meu ateliê é na minha casa, fica mais fácil. Trabalho entre cinco e seis horas por dia.

Qual sua opinião sobre os salões de arte?
É importante, você será avaliada por um juri desconhecido, conviverá com os outros participantes e um público de diferentes cidades terá contato com seu trabalho. Fui selecionada para os salões de Pequenos Formatos de Belém, de Natal,, Teresina, Santo André, Garulhos, Blumenau, Mato Grosso, onde fui premiada e do MARP de Ribeirão Preto.

Qual foi sua experiência com a Feira de Arte de São Paulo?
Foi ótima. Penso ser parecida a uma Bienal ampliada, aberta para um número maior de artistas. Seus trabalhos ficam espostos para um número maior de espectadores e ao lado de diferentes artista. A minha primeira participação foi com a Galeria Dumaresque e no ano passado estava nas galerias Amarelonegro, Dumaresque e Motor.





As mulheres e os homens já tem igualdade no mercado de arte?
Creio que sim, é difícil você identificar uma obra feminina ou masculina. Não vejo diferença entre a absorção das obras pelo mercado só em função do sexo.


Que museus você gostaria museus você espor?
No MAM do Rio de Janeiro, no MoMa de Nova York e todos os outros com que sonham os jovens artistas.

Quais são seus planos para o futuro?
Terminar o curso de Engenharia, fazer uma pós graduação em Artes Visuais, continuar meu trabalho em busca de novos caminhos e mantendo o foco no desenvolvimento do meu processo. Estou me preparando para minhas primeiras individuais nesse segundo semestre.

O que você faz nas horas livres?
Gosto de passear com meu filho em lugares abertos, ter contato com a natureza e com pessoas, pedalar, caminhar, fazer aula de dança, ler e ouvir música. Resumindo...viver.


Aquarela


Ausência de Culpa Quache, aquarela sobre papel.


Não Vou me Arrepender o Suficiente


Tédio Mata








Uma Mentira que Veste Azul.


Série Ex ou Nada


Série Ex ou Nada



















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