sexta-feira, 20 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Daniel Murgel



Daniel Murgel Nasceu em Niterói, 1981. Vive e trabalha no Rio de Janeiro e São Paulo. É representado pela galeria Moura Marsiaj, São Paulo. Daniel obrigado.


Fale algo sobre sua vida pessoal.
Nasci em Niterói em 1981, onde vivi até 2006, quando mudei para o Rio. Meu pai é arquiteto, meu avô também era, portanto, desde muito novo, convivi com obras. Cheguei a trabalhar com meu pai por um tempo, fato que se revelou posteriormente como determinante influência para o meu trabalho artístico. Já fui surfista, karateca, capoeirista, já fiz ginástica olímpica e judo.

Como foi sua formação artística?
Uma saga. Entrei na Escola de Belas Artes da UFRJ em 2001 e até agora não me formei.Mas pretendo atingir este objetivo neste ano ainda.

Que artistas influenciam seu pensamento?
Primeiramente, alguns amigos como os da Gráfica Utópica, o Yuri Firmeza, Guga Ferraz, Alexandre Vogler, C.L. Salvaro, Federico Zukerfeld, Coletivo Filé de Peixe, Daniel Lannes, Bernardo Damasceno entre muitos outros. Em seguida, alguns escritores que me inspiram bastante: W. Burroughs, J. Kerouac, Manoel de Barros, Fausto Wolf, J.L. Borges, F. Dostoiévski, C. Bukowski... E, por último, eu mencionaria Marcel Duchamp, Chris Burden, Cildo Meireles e Gordon Matta-Clark.


Como você descreve sua obra?
Gosto do processo criativo de uma charge, e tento exercitar isso no meu trabalho. A influência da arquitetura é evidente, e me interessa particularmente a arquitetura popular...procuro poesia no ordinário e no erro.

Desenho, objeto, instalação você tem preferência.
Não.

Como você faz para divulgar a sua obra?
Através de dois blogs na internet: construindoruinas.blogspot.com e dmurgel.blogspot.com. Além do trabalho com a galeria Moura Marsiaj e de entrevistas como esta.

Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
Como mencionei, a literatura exerce um papel importante no meu processo criativo.

Você tem uma rotina de trabalho?
Só quando preciso.

Qual sua opinião sobre os salões de arte?
Ajudam a manter os artistas trabalhando.

Participar de Bienais está em seus planos?
Sim. Mas não confundamos planos com obsessão.

Você trabalha com uma galeria, que sugestão você daria para um jovem artista para ser representado por uma galeria?
Não se preocupar com isso. Focar no pensamento, na produção...tendo um bom trabalho as chances de representação em galerias aumentam .

Quais são seus planos para o futuro?
Mudar para São Paulo...me formar e plantar algumas árvores, talvez.

É possível viver de arte no Brasil?
Para uns mais que para outros. No meu caso, levo aos trancos. Inclusive gostaria de aproveitar para mandar um beijo pra minha mulher, Dani, e agradecer pela compreensão.
O que você faz nas horas vagas?
Gosto de ler, assistir tv, cozinhar, jogar poker online (dinheiro fictício), beber cerveja, andar pela rua, ir a praia, encontrar com os amigos, torcer pro Flamengo, visitar familiares, lidar com plantas, desenhar e dormir.



Gaiola
Tabuleiro de Xadrez O Grande Muro (2011)
Esconderijo de Aguapes (2008) Instalação CC Banco do Nordeste.


Tabuleiro de Xadrez 2 Os Reis não Lutam entre Si (2011)
Sombra e Água Fresca

Como Seria o Berço sem Paisagem
Janela e Casa sem Paisagem


Porta Casa sem Paisagem.



Aquário: Sobre a Lucidez da Solidão (2010)



Aglomerado de Vasinhos (2008) SESC Petrópolis, Rio de Janeiro.


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