quinta-feira, 12 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Cristina Carvalho


Cristina Carvalho


Fale algo sobre sua vida pessoal.
Nasci em João Pessoa, Paraíba, no dia 15 de setembro de 1978. Resido atualmente em João Pessoa. Fiz artes na Universidade Federal da Paraíba e atualmente estudo Arquitetura e Urbanismo no UNIPÊ.



Como foi sua formação artística?
Desde criança eu já tinha afinidade com a arte, gostava de desenhar. E tinha curiosidade com essas coisas de arte, muito do que faço hoje, vejo como reflexo das experimentações que fazia quando criança. Gostava de fazer meus brinquedos de papel, gostava de costurar no papel.
Quando terminei o ensino médio enveredei pela área de construção civil, fiz o técnico em estradas e edificações, depois fui fazer artes, na UFPB, mas não me contentei apenas como o acadêmico, procurei fazer oficina de desenho, instalação, livro de artista, fotografia fora da universidade.
E foi numa destas oficinas, que de certa forma, desenvolvi minha linguagem artística. Em uma oficina de desenho contemporâneo utilizei a linha de costura para comporto meus desenhos, isto, me trouxe memórias de minha infância, a lembrança dos brinquedos que confeccionava desenhando no papel. A máquina de costura também era um brinquedo lúdico. Na arte, hoje, retomo o que era brincadeira, utilizando-os com elementos questionadores do mundo real e contemporâneo. O vermelho é cor determinante de meus questionamentos, por ser apaixonante e vibrante. Cor de luta, cor de sangue, cor de vida, cor de transformação.
As linhas de bordar são marcas de memórias e afetividade, a máquina de costura de minha mãe, que antes era um meio de brincadeira, passou a ser objeto de observação, onde tento reproduzir a forma como os pontos são cingidos pela máquina, só que no papel e manualmente.



Que artistas influenciam seu pensamento?
Leonilson, o Arthur Bispo do Rosário, Christo, Van Gogh, Goya, Camille Claude, Frida Kahlo, Cildo Meireles, Lígia Clark, Nazareth Pacheco, Fabiano Gomper, José Rufino, Gil Vicente.



Como você descreve sua obra?
Faço de elementos da minha memória artefatos para o entendimento do coletivo. A cor vermelha é a marca da paixão, da vida. A marca de sentimentos fortes. Adotar essa cor é imprimir na minha arte a sensação mais forte, cada obra produzida, é criar uma continuidade também através da cor no meu trabalho.



Em breve, você publicará um livro, é possível adiantar algo sobre ele?
É um livro que mostra trabalhos realizados desde 2005, a continuidade dada a minha pesquisa sobre a efemeridade das coisas, o jogo monocromático do vermelho e branco. Também são apresentados trabalhos inéditos, desenhos/poemas, que desenvolvo a partir de poemas que escrevo, elaboro mediante cada frase deste poema desenhos que compõem séries.





Como você descreve o mercado de arte em João Pessoa?
Tenho a impressão que é inexistente!



O que é necessário para um jovem artista ser representado por uma galeria?
Ainda estou na descoberta.



Além dos estudos sobre arte que outros estímulos influenciam em seu trabalho?
A observação da própria vida, meus estudos em arquitetura, que ampliam no entendimento do social, econômico, da própria história das coisas, o relato da vida de outras pessoas, acho que tudo que me chega... tento catalisar, filtrar e expressar meus entendimento do mundo.



É possível viver de arte no Brasil?
Eu acredito que sim, mas ainda não descobri a fórmula mágica.



Você tem uma rotina de trabalho?
Não digo que tenho uma rotina certa, mas tenho momentos intensos de criação e outros momentos de reflexão, momento de pausa também.


O que você pensa sobre os Salões de Arte?
Acho uma grande oportunidade de mostrar trabalhos, de entrar em contato com a produção de outros artistas para que aja uma troca com as experiências. Vender trabalhos também é uma possibilidade grande.



Quais são seus planos para o futuro?
A arquitetura é algo que para mim profissionalmente satisfaz as questões econômica e dá a arte que produzo outro caráter.. terminar o curso de arquitetura virá atender a questões técnicas, espaciais, entre outras coisas. Tenho certeza que é o que preciso para estar mais preparada para salões e concorridos editais.


O que você faz nas horas vagas?
Gosto de fotografar, ler, viajar, ir a eventos culturais, interagir com as pessoas, são meios fundamentais para matéria de trabalhos.













Essência da Cidade



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