domingo, 15 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Claudia Melli






Claudia, fale algo sobre sua vida pessoal.
Nasci em São Paulo, na Vila Madalena onde morei até 14 anos. Vim para o Rio em 1980, onde se deu toda minha formação artistica.

Como a arte entrou em sua vida?
Comecei a me interessar por pintura no final dos anos 90 e passei a frequentar aulas no Parque Lage, logo passei das aulas de pintura para desenho, gravura, teoria, arte digital etc. Além do Parque Lage acompanhei os cursos e grupos de estudo do Charles Watson por um bom tempo, o que considero ter sido muito importante na minha formação.

Que artista influenciam seu pensamento?
Os principais têm sido Sugimoto, Gerhard Richter, Sindy Sherman, James Turrell, On Kawara, Wong Kar Way, pela relação que o trabalho deles tem com a representação da realidade, ou uma suposta realidade. E como essa relação cria laços com o tempo, seja ele do nosso relógio ou o tempo próprio do trabalho.

Como você descreve seu trabalho?
Vou usar aqui um trecho do texto que a Luíza Duarte escreveu sobre meu trabalho que descreve muito bem o que penso.
"Melli atua na fronteira entre desenho, pintura e imagem, buscando testar os limites não só de cada uma destas técnicas, mas, sobretudo, indagar sobre a natureza dos nossos mecanismos de percepção. Em um mundo no qual o excesso de imagens nos acossa diariamente, somos quase que automatizados para identificar o que vemos como imagens. Já, de antemão, acreditamos que estamos diante de mais uma delas. Mais uma imagem a ser vista e traduzida segundo os seus códigos".

Pintura, desenho ou fotografia, alguma preferência?
Desenho, com a luz, o enquadramento e o pensamento da fotografia.

Qual foi a sua exposição mais importante?
Até agora nenhuma delas se destaca como a mais importante. Porém todas foram fundamentais para meu aprimoramento como artista, já que para realizar uma exposição é preciso pensar o trabalho sob outros aspectos, que muitas vezes não aparecem no ateliê.

O que é preciso para um jovem artista ser representado por uma galeria?
Hoje quando se fala em jovem artista, ele é jovem mesmo, vinte e poucos anos! Eu tinha 41 anos quando passei a fazer parte de uma galeria, já trabalhava há uns 10 anos. De lá para cá já estou sendo representada por outras duas galerias HAP, RJ e Galeria Eduardo Fernandes, SP e, pela minha experiência, é fundamental que o galerista acredite que o artista vem construindo sua trajetória de maneira consistente, onde se perceba o desenvolvimento de uma linguagem própria.

Além dos estudos sobre arte, que outros estímulos infuenciam sua produção?
O mundo que eu vejo. Sou completamente fascinada pela visualidade, pelo grande do mundo. Aí se dá a relação tempo/espaço em minha mente, que é o que me move a trabalhar.

É possível viver de arte no Brasil?
É possível.

Você tem rotina de trabalho?
Tenho, funciona bem comigo, senão perco o foco e engreno em outra coisa.

A mulher e o homem estão em igualdade no mercado de arte?
Nunca pensei nisso...me parece que sim.

O que você pensa sobre os Salões de Arte?
Acho muito positivo começar a carreira através da admissão em um Salão de Arte conceituado. O próprio ato de preparar o portfolio para o edital é enriquecedor.

Quais são seus planos para o futuro?
Um dos planos: Fazer uma bela exposição em um ótimo espaço institucional que gere um excelente livro.

O que você faz nas horas vagas?
Horas vagas? Sou hiperativa, não consigo parar! Acho que ocupo todas as horas com trabalho, amigos, namoro, minha casa, diversão, cozinha, mas tenho tentado meditar, acho que dá pra chamar isso de hora vaga.




Série Azul. Desenho nankin sobre vidro. 300x100 cm.




Série Azul Desenho nankin sobre vidro. 100x100 cm.




Série Azul Desenho nankin sobre vidro. 300x100 cm.




Série Lugares onde nunca estive. Técnica mista. Desenho e fotografia. 60x60 cm.





Série Tudo da vida é um país estrangeiro. Desenho nankin sobre vida. 300x100 cm.




Série Tudo da vida é um país estrangeiro. Desenho nankin sobre vidro. 300x100 cm.




Série Lugares onde nunca estive. Técnica mista. Desenho e Fotografia. 60x60 cm.






Série Lugares onde nunca estive. Técnica mista. Desenho e fotografia 60x60 cm.










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Claudia, fale algo sobre sua vida pessoal.
Nasci em São Paulo, na Vila Madalena onde morei até 14 anos. Vim para o Rio em 1980, onde se deu toda minha formação artistica.

Como a arte entrou em sua vida?
Comecei a me interessar por pintura no final dos anos 90 e passei a frequentar aulas no Parque Lage, logo passei das aulas de pintura para desenho, gravura, teoria, arte digital etc. Além do Parque Lage acompanhei os cursos e grupos de estudo do Charles Watson por um bom tempo, o que considero ter sido muito importante na minha formação.

Que artista influenciam seu pensamento?
Os principais têm sido Sugimoto, Gerhard Richter, Sindy Sherman, James Turrell, On Kawara, Wong Kar Way, pela relação que o trabalho deles tem com a representação da realidade, ou uma suposta realidade. E como essa relação cria laços com o tempo, seja ele do nosso relógio ou o tempo próprio do trabalho.

Como você descreve seu trabalho?
Vou usar aqui um trecho do texto que a Luíza Duarte escreveu sobre meu trabalho que descreve muito bem o que penso.
"Melli atua na fronteira entre desenho, pintura e imagem, buscando testar os limites não só de cada uma destas técnicas, mas, sobretudo, indagar sobre a natureza dos nossos mecanismos de percepção. Em um mundo no qual o excesso de imagens nos acossa diariamente, somos quase que automatizados para identificar o que vemos como imagens. Já, de antemão, acreditamos que estamos diante de mais uma delas. Mais uma imagem a ser vista e traduzida segundo os seus códigos".

Pintura, desenho ou fotografia, alguma preferência?
Desenho, com a luz, o enquadramento e o pensamento da fotografia.

Qual foi a sua exposição mais importante?
Até agora nenhuma delas se destaca como a mais importante. Porém todas foram fundamentais para meu aprimoramento como artista, já que para realizar uma exposição é preciso pensar o trabalho sob outros aspectos, que muitas vezes não aparecem no ateliê.

O que é preciso para um jovem artista ser representado por uma galeria?
Hoje quando se fala em jovem artista, ele é jovem mesmo, vinte e poucos anos! Eu tinha 41 anos quando passei a fazer parte de uma galeria, já trabalhava há uns 10 anos. De lá para cá já estou sendo representada por outras duas galerias HAP, RJ e Galeria Eduardo Fernandes, SP e, pela minha experiência, é fundamental que o galerista acredite que o artista vem construindo sua trajetória de maneira consistente, onde se perceba o desenvolvimento de uma linguagem própria.

Além dos estudos sobre arte, que outros estímulos infuenciam sua produção?
O mundo que eu vejo. Sou completamente fascinada pela visualidade, pelo grande do mundo. Aí se dá a relação tempo/espaço em minha mente, que é o que me move a trabalhar.

É possível viver de arte no Brasil?
É possível.

Você tem rotina de trabalho?
Tenho, funciona bem comigo, senão perco o foco e engreno em outra coisa.

A mulher e o homem estão em igualdade no mercado de arte?
Nunca pensei nisso...me parece que sim.

O que você pensa sobre os Salões de Arte?
Acho muito positivo começar a carreira através da admissão em um Salão de Arte conceituado. O próprio ato de preparar o portfolio para o edital é enriquecedor.

Quais são seus planos para o futuro?
Um dos planos: Fazer uma bela exposição em um ótimo espaço institucional que gere um excelente livro.

O que você faz nas horas vagas?
Horas vagas? Sou hiperativa, não consigo parar! Acho que ocupo todas as horas com trabalho, amigos, namoro, minha casa, diversão, cozinha, mas tenho tentado meditar, acho que dá pra chamar isso de hora vaga.




Série Azul. Desenho nankin sobre vidro. 300x100 cm.




Série Azul Desenho nankin sobre vidro. 100x100 cm.




Série Azul Desenho nankin sobre vidro. 300x100 cm.




Série Lugares onde nunca estive. Técnica mista. Desenho e fotografia. 60x60 cm.





Série Tudo da vida é um país estrangeiro. Desenho nankin sobre vida. 300x100 cm.




Série Tudo da vida é um país estrangeiro. Desenho nankin sobre vidro. 300x100 cm.




Série Lugares onde nunca estive. Técnica mista. Desenho e Fotografia. 60x60 cm.






Série Lugares onde nunca estive. Técnica mista. Desenho e fotografia 60x60 cm.










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