sexta-feira, 20 de julho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Britto Velho


Britto Velho.

Carlos Carrion de Britto Velho naseu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul no ano de 1946. É pintor, desenhista, gravador, escultor e professor. Participou das Bienais de Havana e São Paulo. Sua obra está associada a Pop Arte e ao Surrealismo. Atualmente expões vinte e nove novas pinturas na La Photo Galeria em Porto Alegre, onde vive e trabalha. Parabéns e obrigado Britto Velho.

Britto Velho conte um pouco de sua história pessoal.
Carlos Carrion de Britto Velho, nasci em 1º de junho de 1946 em Porto Alegre. Filho de médico psiquiatra, fui aos 9 anos morar em Buenos Aires, onde meu pai foi fazer formação psicanalítica, voltando ao Brasil 10 anos depois. Aos 9 anos morando em Buenos Aires, com a efervecencia da cidade, comecei então a desenhar. Somente aos 20 anos, já morando no Brasil, assumi a profissão de pintor, sempre autodidata.

Que artistas influenciaram seu pensamento?
Quanto aos artistas que influenciaram meu pensamento:Picasso, Miró, Francis Bacon e Matisse.

Como descreve sua obra?
Considero meu trabalho uma nova figuração Surrealista.

Qual foi sua exposição mais importante?
Entre as 43 exposições individuais que realizei, considero a mais importante a que está acontecendo no momento em Porto Alegre, na Galeria La Photo.

Qual sua opinião sobre as Bienais e Feiras de Arte?
Achei no passado de grande importância, no momento onde a internet permite a comunicação direta entre os artistas e os interessados em arte, creio que estas grandes mostras perderam sua importância.

Como morei vários anos em Buenos Aires, Paris e São Paulo, aonde expus no MASP,MUBE,MAM e também no Museu de Belas Artes do Rio e outros, e com a volta aminha cidade,vivo um momento muito importante onde estou me aprofundando e redescobrindo a minha obra.

Como está o desenvolvimento da arte contempoânea no Rio Grande do Sul?
A arte gaucha contemporanea está está vivendo um bom momento de efervecência.

Qual é a sua opinião sobre os preços da arte brasileira?
Creio que o nosso preço está ligado à nossa realidade (oferta e procura).

A arte brasileira já pode competir no mercado internacional?
Acredito que há muito tempo já está preparada para isto, só faltam pessoas que nos promovam lá fora.

Quais são seus planos para o futuro?
Continuar desenvolvendo meu trabalho.

O que faz nas horas vagas?
Sou um apaixonado por cinema!!!













A La Photo Galeria inaugura no dia 07 de junho, às 19h30, uma exposição de 29 pinturas inéditas do artista plástico Carlos Carrion de Britto Velho. Esta será a primeira mostra individual de pinturas de Britto Velho a ser realizada na capital gaúcha em mais de quatro anos.
Um dos objetivos, além de mostrar a mais recente produção do artista, é oferecer ao público a possibilidade de apreciar a obra do autor, sempre tão rica, que combina talento, pesquisa e competência técnica. Um dos mais reconhecidos pintores brasileiros contemporâneos, Britto Velho costuma ter a sua obra associada à pop art e ao surrealismo.
A professora, crítica de arte e curadora Angélica de Moraes se referiu à obra do artista como uma articulação entre a tradição da pintura e um delírio pós-pop, dotada de um imaginário singular e um caráter inovador.
Também desenhista e gravador, além de pintor, Carlos Carrion de Britto Velho se vale dos mais diversos suportes e matrizes técnicas para criar suas obras. Trabalha com diferentes tipos de papéis e instrumentos, de papel cartonado e couchê a folhas de agendas antigas, de nanquim a caneta esferográfica.
A partir de materiais tão distintos é que Britto Velho cria seu universo colorido, vigoroso e mirabolante. Artista autodidata, Britto Velho nasceu em Porto Alegre e viveu em cidades como Buenos Aires, Paris e São Paulo, antes de se radicar na capital gaúcha há cerca de 15 anos.
Começou a desenhar ainda criança, incentivado pela família apreciadora de arte. Na adolescência vivida em Buenos Aires, freqüentava galerias e museus com curiosidade não apenas de apreciador, mas de alguém que buscava investigar as técnicas de produção dos grandes artistas para tentar depois reproduzi-las.
Assim Britto Velho chegou ao seu método próprio e passou a produzir obras absolutamente autorais. A exposição terá um catálogo com texto de apresentação escrito pela professora do Instituto de Artes da UFRGS e crítica de arte Paula Ramos, também curadora da exposição e expografia da exposição é de Liane Rump Arquitetura.
O projeto é financiado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, e tem patrocínio master da Concessionária Savar Saravauto e patrocínio da Sulgás. A produção é da Galeria La Photo em parceria com a Bis Cultura e Comunicação e a Nômade Agência de Comunicação e Eventos. A captação do projeto foi realizada pela Jac Sanchotene Marketing Cultural. Release da exposição.

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