quinta-feira, 28 de junho de 2012

Marcio Fonseca entrevista Ligia Gasparoni Mongeon



Ligia é, aimda, estudante na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, sob a orientação do artista e professor Chico Cunha mas seu trabalho já demonstra a qualidade de uma pintora experimentada. Parabéns Ligia, muito sucesso.


Lígia, fale um pouco da sua vida pessoal.
Nasci em 1960 em Petrópolis, Estado do Rio. Estudei em colégio de freiras, só de meninas e até hoje somos amigas inseparáveis. Gosto de lembrar que passava as férias em Minas na fazenda de meus avós maternos. Meu pai me ensinou a fazer pipa e me lembro das folhas frágeis e coloridas do papel de seda. Montávamos, compenetrados, o brinquedo colorido que voava contrastando com o azul do céu. Adorava ver as cores da minha pipa interagindo, interferindo e modificando a paisagem. Outros caminhos e ideais me levaram a cursar Economia na Universidade Católica de Petrópolis. Mas as cores da pipa estavam guardadas na memória e na alma, com a certeza de que um dia ia usá-las com o mesmo olhar daquela menina. Hoje moro no Rio. Sou casada e tenho uma filha de 15 anos.


Quando você começou a se interessar por arte?
Sempre gostei de desenhar e tenho um particular fascínio pelo sentimento que uma cor pode causar em uma pessoa ou em um ambiente. Sempre tive muito interesse por livros de arte e quando viajo, exposições, teatro e Museus são os meus programas favoritos.


Como foi sua formação artística?
Oprazer e a sorte de ser vizinha do grande arquiteto Leopoldo Teixeira Leite e de ter conhecido a inesquecível jornalista Edna Savaget, teve grande influencia no meu caminhopara a pintura. Leopoldo, avaliando alguns trabalhos que fiz, me incentivou a estudar. Escolhi a EAV do Parque Lage por ser uma escola livre e estudei de 2006 a 2011 com o Prof. Chico Cunha.

Que artistas influenciam seu pensamento?
Vasily Kandinsky e todos os artistas do movimento futurista como Giacomo Balla, Umberto Boccioni, Gino Severini.


Como você descreve seu trabalho?
Essa explosão constante de formas e de cores no meu trabalho traduz o lado veloz e agressivo da vida cotidiana.Tento não esquecer dos traços leves e sutis, como éa vida nas grandes cidades, ora rígida, ora flexível.


Tinta a óleo ou acrílica por que?
Tinta acrílica porque tenho que acompanhar o vigor e a rapidez do meu pensamento no trabalho. É uma tinta de secagem rápida.


Alem do estudo da arte o que influencia o seu trabalho?
Olhar as formas arquitetônicas da cidade a paisagem e a luz que transita de estação em estação com maior e menor luminosidade traz inspiração para o meu trabalho. E a leitura. Leio o tempo todo.


O que você pensa sobre os salões de arte? Alguma sugestão para aprimorá-los?
São um meio eficiente de projetar umartista.Venho observando que alguns salões são estaduais e outros exigem do artista um currículo profissional com exposições em galeria. Para mim esse tipo de exigência é contraditório quando o objetivo é mostrar o trabalho e divulgar os novos talentos.


Você está começando sua carreira, como você imagina ser representada por uma galeria?
Meu compromisso é coma minha arte e meu lado artístico. Não tenho pretensão com o comercio.



Quais os desafios para uma pintora no século XXI onde é preciso concorrer com fotografia, vídeos, instalações...?
Penso que todos têm espaço para mostrar seu trabalho seja qual for o segmento dentro da arte. Já vi exposição com total integração entre fotografia, instalação, pintura e vídeo.


Quais são os seus projetos futuros?
Estudar desenho modelo vivo e continuar trabalhando 12 horas por dia, realizando minhas idéias persistentemente.


O que você faz nas horas livres?
Gosto de estar com a minha família e com meus amigos. Uma boa conversa não tem preço! Caminhadas me inspiram, me faz pensar e me traz equilíbrio.
















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